DinheiroReflexão

Por que não vejo meu dinheiro brilhar e render?

A vida financeira da humanidade voltou-se, de forma desenfreada, ao poder do consumo. Os sistemas com cartões de crédito, empréstimos bancários, facilidades de parcelamentos, fizeram com que a mente humana se sentisse com mais poder aquisitivo, mesmo sem ter o dinheiro em “cash”.



Um dia tem que pagar e este dia vira um pesadelo. O dia de pagar o cartão, o empréstimo consignado que se renova automaticamente, as faturas que a vida nos manda, por e-mail, parece um terror e todo mês este dia chega. Observe que, no tempo de nossos avós, não havia nada disto, o máximo que havia era uma duplicata ou um caderninho onde marcava-se algo que comprava-se “fiado”.

O valor do dinheiro era outro. Víamos o dinheiro como se fosse uma barra de ouro que nos dava condições de compra. Guardávamos com cuidado, mas comprávamos com dinheiro o que ele poderia comprar e, mesmo os mais abundantes tinha uma vida simples. Não havia a era da tecnologia ainda e nem tantos modelos de automóveis. As mulheres vestiam-se bem, mas com modelitos que a costureira da família fazia na residência da pessoa. Ela passava dias ali costurando. Em algumas ocasiões, chegava alguns modelos da Europa que eram logo copiados.

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Com o avanço tecnológico e a busca por uma felicidade fundamentada em aquisições, a humanidade passou a frequentar uma corrida desenfreada rumo ao consumo. Muitas vezes, em rodas de conversas eram expostos valores de carros caros, roupas, perfumes e jóias como se aquele que comprasse mais caro fosse o que tivesse melhores características pessoais.

Este comportamento, tornou-se parte de um vício. O vício do consumo, onde curava-se desde uma dor de cabeça a uma depressão por uma separação ou perda de um ente querido. Quando um ente querido falecia, aqueles mais bastardos, proporcionavam logo uma viagem a Paris para passar aquele mês de luto recente. Hospedar-se em hotéis caros e frequentar restaurantes onerosos era como se fosse um cartão postal das qualidades de uma pessoa.

Será que felicidade rima com vício? Para sermos felizes temos que ter um vicio? Fumar te faz feliz? Ingerir bebida alcoólica todos os dias te faz mais feliz? Usar drogas químicas te faz feliz? Citei alguns vícios mais conhecidos, mas tenha certeza que tem muitos outros que nem seria bom citar aqui. Se todos estes vícios te fazem feliz, então o vício do consumismo também te faria feliz.

Ser viciado em consumo é um dos vícios mais praticados pela humanidade, no entanto a maioria nem percebe. Isto porque, a prática já está incutida na mente das pessoas como algo natural e normal. Basta ligarmos a TV e você verá convites e mais convites para você usar teu rico dinheiro mesmo se não o tiver no banco nem em casa, mas você se lembra que vai receber no final do mês, ou seja você já compromete o que você ainda vai receber, você compromete uma energia que nem chegou.


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Uma criança sabe que para ir à sorveteria comprar um sorvete tem que ter dinheiro. Ou tem que ter um cartão? Hoje em dia nossas crianças já têm cartão. Logo, se com um cartão eu posso comprar o que eu quiser, enquanto ele estiver passando pela maquininha e dando sinal de “APROVADA” então eu vou usar, pois preciso estar em dias nesta corrida desenfreada para o poder do consumo senão não serei uma pessoa normal, inteligente e aceita em meu grupo social.

Observe como conseguimos dar valor ao consumismo e desvalorizar o nosso dinheiro e pior, bagunçar nossa vida não só financeira como a vida pessoal.

Você deve estar me perguntando então como fará uma pessoa para comprar um fogão novo que custa um salário mínimo quando recebe, por um mês de trabalho, 2 salários mínimos? Ou como irei manter meu padrão de vida se deixar de ter uma viagem de férias com meus filhos? Ou como conquistarei aquele bonitão se não estiver usando Dolce Cabanna e um sapato da Ruthi Davis, Prada, Gucci ou mesmo da Arezzo? Como ir ao casamento de minha filha sem fazer uma abdomnoplastia e trocar as próteses dos seios? Como aquela garota linda me valorizará se eu não tiver um “carro”? Não estamos falando de um fusca e sim de um carrão. Entendam.


O consumismo é um vício sim, acontece em todas as famílias, mas tem cura. Embora seja um vício comportamental que a mente adotou como mecanismo de felicidade, ele causa uma série de efeitos colaterais tais como: insônia, calafrios, taquicardia, enfartes, suicídios, separações, depressões, homicídios, agressões físicas, síndrome da desvalorização pessoal, perda da auto-estima, síndrome do pânico, diarreias, úlceras, hipertensão e ultimamente está causando “abduções”, simplesmente a pessoa some do mapa.

O objetivo deste texto é alertar que toda esta confusão financeira pode ter um fim se você se curar deste vício. E como todo vício, começa-se a curar do mesmo jeito que entrou no vício: aos poucos.

Vamos rever os conceitos de felicidade, vamos acordar para a autenticidade, vamos dar valor à simplicidade (que não quer dizer pobreza), mas sim simplificar a vida. Vamos dar valor à tranquilidade, ao amor, à serenidade, à beleza interior. Vamos ser o que somos e viver do que temos. Tenho certeza de que você pode ter um fogão que custe um salário mínimo, mesmo ganhando um pouco mais que este valor. Busque ajuda terapêutica, se proponha a uma REFORMA ÍNTIMA, converse com alguém que pode te orientar. Pense em tua família, em tua saúde, mas não deixarei de lembrar a você:

“O dinheiro é uma energia sagrada que flui entre as pessoas e que , na hora certa você terá o dinheiro certo para ter a coisa certa em tua casa, em teu corpo em tua vida, mas lembremos que não somos Deus apenas filhos dEle e que teremos o que precisamos. O dinheiro não é algo contra nós e sim a nosso favor, se soubermos valorizá-lo e colocá-lo no devido lugar que cabe a ele, em nossa vida, que é no nosso bolso. Seja quanto for, mas que sejamos felizes e gratos. E aí poderemos meditar, rezar, orar com a mente livre, em respeito a Deus e o bolsos agradecerão.”


por Terapeuta Eliana Kruschewsky

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