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Por que nos comparamos com os outros nas redes sociais e como parar?

“A razão pela qual lutamos contra a insegurança é porque comparamos nossos bastidores com o que os outros colocam em destaque.” – Steve Furtick

Todos nós temos certos gatilhos que podem fazer com que nossa confiança diminua repentinamente.



Para alguns, pode ser uma ida à academia. Se você for inseguro com relação ao seu corpo, observar pessoas em forma se exibindo em suas roupas de malhar provavelmente fará com que você analise cada parte do seu corpo.

Para outros, pode ser um determinado indivíduo – um membro da família, amigo ou desafeto que, por qualquer motivo o deixa com o sentimento de que você simplesmente não é o suficiente.

Todos nós conhecemos o sentimento angustiante que surge quando vemos ou ouvimos algo que imediatamente nos leva a questionar nossa aparência, personalidade ou conjunto de habilidades.


Infelizmente, as redes sociais nos fornecem inúmeras plataformas que ajudam a desencadear rapidamente esse desagradável autodesdém.

O Instagram recentemente me lembrou de quão poderoso e determinante ele pode ser com relação ao meu nível de autoconfiança.

Eu me peguei comparando todos os aspectos da minha vida, interna e externa, a de uma pessoa que eu nunca havia conhecido.

Ela era uma estranha em todos os sentidos da palavra, e ainda assim, de alguma forma, seu perfil me fez questionar minhas realizações pessoais, aparência e até traços de personalidade.


Eu não tinha percebido o quão irracional isso era até falar sobre o assunto com alguém, e agora, enquanto digito, lembro-me ainda mais.

Independentemente do quanto ilógicas essas comparações possam ser, nossas respostas emocionais à essas imagens podem ser tão fortes que elas superam completamente o nosso senso de lógica.

A realidade é que as pessoas estão constantemente mostrando os melhores aspectos de suas vidas nas redes sociais. A chegada de um novo bebê e uma recente viagem ao Caribe são ocasiões ideais para postar imagens. Mas essas mesmas pessoas postam fotos de amamentações às 2 da manhã ou da bagagem que foi perdida? Não frequentemente, porque isso não os mostraria em uma luz ideal, mas sim forneceria um senso de realidade.

A realidade é algo que fica perdido nas redes sociais. Nós enfatizamos as melhores versões de nós mesmos em vez das versões reais. 

A vida pode ser dura, feia e francamente deprimente, às vezes. Mas esses provavelmente não são os adjetivos que a maioria de nós usaria para descrever as fotos que publicamos em nossos perfis.

O sentimento de falta e insatisfação que temos ao percorrer nosso feed geralmente resulta na comparação da nossa realidade com as realidades idealizadas e perfeitamente instanciadas dos nossos “amigos”.

Estamos usando a mesma escala para medir duas realidades completamente diferentes.

No entanto, não conseguimos dar um passo atrás e reconhecer o quão descontroladamente injustas e irrealistas são essas comparações.


Então, como podemos nos impedir de fazê-las?

1. Reduza seu tempo nas redes sociais 

Isso pode ser um desafio, já que vivemos em uma cultura que coloca um valor tão alto nas redes sociais. Mas isso não significa que seja impossível.

Permita-se cinco a dez minutos por dia para verificar seus perfis e, em seguida, pare de voltar a eles. Especialmente evite olhar perfis de pessoas que desencadeiam pensamentos de comparação. Você não tem nada a ganhar ao fazer isso, além de ansiedade e tristeza.


2. Avalie de onde vêm essas comparações negativas 

Por mais desagradáveis que essas comparações possam parecer, elas podem servir a um propósito positivo, pois nos informam sobre uma área em nossas vidas que pode se beneficiar de alguma melhoria. O meu incidente serviu como um lembrete de que eu quero ser segura o suficiente de quem eu sou e onde estou na vida para que eu não sinta a necessidade de me medir em comparação com ninguém (muito menos com um desconhecido).

Depois da minha forte reação ao perfil do Instagram de uma pessoa que eu não conhecia, decidi trabalhar no desenvolvimento de um senso mais forte de confiança e autovalor. Eu fiz isso de várias maneiras diferentes, como:

  • Colocando um valor mais alto em meus relacionamentos. Eu tenho amigos e familiares incríveis, mas admito que muitas vezes os considero garantidos. Eu tentei me tornar mais presente em minhas interações com eles, assim como em encontros com pessoas novas.
  • Valorizando mais o meu tempo. No passado, sempre respeitei mais o tempo dos outros do que o meu. Estou praticando colocar minhas necessidades em primeiro lugar e aprendendo a aceitar que não há problema em fazer isso.
  • Fazendo mais daquilo que amo. Parece simples, mas eu realmente estou me esforçando para me permitir momentos comigo mesma, como cozinhar ou sentar para ler um livro e tomar um café. Fazer as coisas simplesmente porque gosto de fazê-las me deu uma quantidade cada vez maior de autovalorização.
  • Comendo bem e me movimentando. Eu me certifico de que estou colocando meu corpo em ação pelo menos por trinta minutos todos os dias (mesmo que seja ao menos uma caminhada leve), e também opto por alimentos saudáveis que nutram meu corpo. Colocar um valor mais alto em meu copo comendo bem e fazendo exercícios físicos naturalmente me deu um senso mais elevado de autoestima.

Então, da próxima vez que fizer uma comparação injusta, em vez de permitir que você se sinta mal consigo mesmo, veja-a como uma oportunidade para uma pequena autoavaliação.

Por fim, as comparações sociais não são indicativas do que as outras pessoas não tem, mas do que você já tem, mas ainda não se deu conta.

Cuide de si, entenda o seu valor, enalteça sua peculiaridade. Ninguém é você, e esse é o seu poder


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: shevtsovy / 123RF Imagens

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