POR QUE NOS PREOCUPAMOS COM O QUE AS PESSOAS PENSAM SOBRE NÓS?



“Quando eu olho para trás e vejo tantas preocupações, eu me lembro da estória homem que disse em seu leito de morte que tinha tido muitos problemas na vida, a maioria deles nunca tinha acontecido.” – Winston Churchill

Eu sempre pratico um jogo comigo mesma quando estou me sentindo mal. É um jogo bem simples, e talvez algumas pessoas o achem um tanto mórbido, mas vai direto ao centro da questão. Eu pergunto a mim mesma se o que está me fazendo sentir mal terá importância quando eu estiver no meu leito de morte. Noventa e nove por cento das vezes a resposta é não. O que importa para nós quando estamos contemplando nossa morte são as coisas que são realmente importantes como, “Eu amei o suficiente? Eu fiz todas as coisas que queria fazer?”.

Ninguém, na hora da morte jamais disse, “Hei, eu realmente desejaria não ter tropeçado em minhas palavras durante aquela entrevista de trabalho”. Ou, “Eu me pergunto por que ninguém me cumprimentou naquela festa quando eu tinha vinte e dois anos”.

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Desperdiçamos muito do nosso tempo nos preocupando com coisas que não nos importarão mais tarde.

Você deve estar pensando, mas me importa agora, e realmente importa. Mas existem duas razões pelas quais não deveria: A primeira é que se preocupar é contraproducente; a segunda é que se preocupar com o que outra pessoa pensa sobre você não te ajuda. Preocupar-se é a forma menos prática de usar sua energia. Nunca houve um tempo em que se preocupar se fulano ou cicrano gostariam de você, lhe dariam o emprego, ou gostariam de ser seu parceiro na vida contribuiria para que você alcançasse o que quer. Isso não somente não resolve seus problemas, como praticamente te leva à ansiedade e opressão.

Quando as coisas estão fora de nosso controle, como quando encontramos uma pessoa pela primeira vez, as cismas aparecem. Nosso cérebro é direcionado para a negatividade – uma ferramenta evolucionária criada para nos manter seguros. Mas hoje, esse processo não nos atende mais. Nós não vamos encontrar ursos no meio da noite que podem nos matar, mas nossos corpos reagem como se fôssemos. Assim como qualquer coisa que não nos ajuda, esse excesso de cuidado pode agir como um poste de sinalização, indicando onde nós precisamos cavar mais fundo em nós mesmos.


Importar-se com o que outra pessoa pensa sobre você é um indicador de que você não se sente completo sem a aprovação dos outros.

Você está procurando fora algo para preencher um vazio que apenas você pode preencher. Não importa quanta aprovação você consiga de fora, nunca será suficiente para que se sinta completo. Você conseguirá uma vez e depois precisará de mais, e mais, e mais, e mais. É um círculo vicioso que te distancia de si mesmo.

Lembro quando eu comecei a namorar lá pelos meus vinte anos. Eu ficava super nervosa porque queria deixar uma boa impressão em quem quer que eu estava saindo. Eu estava tão focada em estar bonita e apresentável que sequer considerava se gostava ou não do cara. Isso, na maior simplicidade de palavras, é desencorajante. Nós nos desencorajamos quando estamos mais preocupados em “como o outro nos vê” que como vemos a nós mesmos.


Quando você está realmente contente com quem você é, você para de se interessar se o outro gosta ou não de você.

Você merece viver sua vida por você ao invés de perseguir um ideal que sua mente criou. Você merece descobrir quem você realmente é, e mostrar ao mundo essa pessoa incrível. Você merece ter pessoas ao seu lado que te amam e te admiram por quem você é e não por quem você está tentando ser.

Existem duas técnicas que aliviaram minha preocupação com o que os outros pensam sobre mim. A primeira é meu exercício de respiração, uma poderosa atividade de meditação que me dá clareza, conexão profunda comigo mesma, e leveza do ser. A segunda é percepção, o ato de estar consciente e de não julgar meus pensamentos. Uma vez que estou consciente dos meus pensamentos, eu ativamente desloco meu foco para algo que me sirva.



Recentemente passei por um término complicado. Foi difícil porque a pessoa com quem eu estava namorando me fez acreditar que estava comprometida comigo, e estávamos planejando nosso futuro juntos. Sem nenhum aviso, ele decidiu que não queria aquilo. Claro que existe um processo natural de luto quando perdemos alguém a quem amamos muito, mas parte do meu desafio foi deixar pra lá o que ele pensa de mim agora. Vou pensar sobre como ele não me tem mais em alta consideração como antes tinha, e isso me fará sentir sozinha.

ca. 2000 --- Keeping Score for the Team --- Image by © Royalty-Free/Corbis


Nesses momentos, estou me desencorajando. Estou permitindo que seus pensamentos sobre mim tenham importância, e não deveriam.

Não é que não deveríamos dar a mínima ao que as pessoas pensam sobre nós, mas devemos considerar o que pensamos sobre nós mesmos primeiro. Então, nesses momentos eu me pergunto quem eu sou e direciono minha atenção a isso. Se ele não acha mais que sou maravilhosa, não importa, porque Eu sei que Sou.

Desencorajamo-nos com muita frequência. Mas uma pequena mudança em nosso pensamento pode nos conectar com a verdade. Quando você se vir preocupado com o que alguém pensa sobre você, traga o foco de volta para você. Se você estiver pensando “Espero que ele/ela não pense que sou uma nada”. Pergunte a si mesmo “Eu sou um nada?” se a resposta é não, então você está bem. Liberte-se e siga em frente. Se a resposta é sim, então tome nota e perdoe-se por isso.

Quando você dispende tempo procurando saber como as outras pessoas veem você, você cria estórias que estão sempre bem longe da verdade. A fim de mudar, temos de ser capazes de nos ver, aceitar quem somos dando-nos amor, e então fazermos novas escolhas.


Preocupar-se com os possíveis pensamentos de todos os outros não contribui para uma transformação positiva.

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Quando eu estiver em meu leito de morte, as pessoas que importarão para mim são aquelas que me escolheram, as que realmente me viram, as pessoas que escolheram me dar amor mesmo quando eu tropecei. Essas são as pessoas que importam. E me importará ter vivido uma vida da qual me orgulho, onde fui capaz de me conhecer e compartilhar com as pessoas que eu amo.

Então, você precisa aprender a ser seu próprio defensor. Você tem que parar de entregar o seu poder a outras pessoas. Assim como uma meditação, cada vez que sua mente procurar pela opinião de outras pessoas traga-a de volta para si. Encha esse vazio com seu amor. Permaneça em sua energia. Mostre a todos quem você realmente é sem medo. Não espere pela permissão de alguém para ser surpreendente. Se não virem isto em você, não importa. A verdade é que se não veem isto em você é porque não veem em si mesmos.

Somos todos reflexos uns dos outros. Não tente ser a versão quebrada de alguém. Seja a melhor versão de si mesmo e seu maior fã.






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