Por que o povo de Israel demorou 40 anos para atravessar o deserto?



Deus abomina a murmuração e ama um coração grato. O propósito de Deus é ensinar. Ensinar o caminho da retidão e da justiça.

Por causa da murmuração.

O deserto a ser atravessado para chegar até à Terra Prometida, tinha uma extensão de 200 quilômetros. A previsão de chegada seria 40 dias. Mas os hebreus (povo de Israel) murmuraram contra Deus e contra Moisés, então em vez de seguirem em linha reta ficaram andando em círculos.

Os hebreus presenciaram diante de seus olhos os maiores milagres do mundo! Moisés canalizou o poder de Deus e abriu o Mar Vermelho com seu cajado para que atravessassem, conseguindo fugir dos egípcios. Foram libertos dos 400 anos de escravidão no Egito. Mesmo assim murmuraram, após atravessarem o Mar Vermelho, pois não chegaram à Terra Prometida e sim a um deserto. Não acreditavam que Deus os pudesse sustentar numa terra sem água e sem pão. Iraram-se contra Deus e contra Moisés dizendo: “por que nos tirou do Egito para morrermos aqui no deserto de fome e de sede?”

Deus fez cair maná (uma espécie de pão em grãos) do céu por 40 anos e codornizes (aves caídas do céu), fez jorrar água de uma rocha, através de Moisés. Os hebreus diziam que estavam “enfastiados dessa comida” (maná) e tinham saudade até mesmo das cebolas do Egito. Adoraram um falso Deus, um bezerro de ouro, enquanto Moisés subiu ao Monte para falar com Deus. Achavam que Moisés os tinha abandonado.  Moisés foi o maior profeta que já existiu, pois foi o único que podia falar com Deus diretamente. As tábuas da lei, contendo os dez mandamentos, foram escritas com o dedo de Deus enquanto falava com Moisés no monte.

Apesar de tantos milagres presenciados pelos hebreus, a abertura do mar diante de seus olhos, a queda do maná e de aves do céu, uma nuvem durante o dia para fazer-lhes sombras no deserto, tocha de fogo durante a noite para aquecê-los, ainda assim o povo era de coração duro e incrédulo, não obedeceram aos mandamentos de Deus, tinham necessidade de criar estátuas de deuses para adorar, para se consolarem, queriam um deus com rosto e não invisível. Não confiavam em Deus e se sentiam perdidos. A passagem pelo deserto demoraria apenas 40 dias, mas foram necessários 40 anos para que Deus moldasse aquele povo, acostumado às religiosidades e tradições egípcias.

Deus teve paciência em ensinar, mas o povo, com pressa em equivocar-se e reclamar. Velhos iam morrendo e crianças nascendo, enquanto o povo não aprendia a ter um coração grato a Deus por tê-los libertado da escravidão, entregavam-se à reclamação. Enchiam os ouvidos de Moisés de reclamações e indiretas melancólicas, esgotando sua paciência.

Deus abomina a murmuração e ama um coração grato. O propósito de Deus era ensinar. Ensinar o caminho da retidão e da justiça.

Havia duas opções: seguir a manada, junto com o povo que reclamava, ou crer, ouvir, aprender e agradecer.

Ser diferente. Os únicos que foram diferentes, que sempre confiaram, foram Josué e Caleb. Os únicos daquela geração que chegaram à Terra Prometida.

A Terra de Canaã, uma terra onde manava leite e mel, foi prometida aos hebreus não por bondade deles, mas pela maldade dos cananeus, que seriam retirados daquela Terra. Deus testava a bondade, o merecimento e a maturidade dos hebreus, mas era um povo incrédulo.

No Salmo 95, versículo 10, diz “quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não conhece os meus caminhos.”

Deus estava profundamente aborrecido com os hebreus, por isso a Terra prometida foi conquistada após 40 anos e não 40 dias. Foi conquistada apenas pela próxima geração, a que nasceu no Deserto, e não pela geração que atravessou o Mar Vermelho. Dos que estiveram no Egito, apenas Josué e Caleb chegaram à Terra Prometida, pois acreditaram em Deus por todo o tempo, nos seus milagres e cumpriram a sua parte na aliança: respeitar os dez mandamentos, a lei de Deus.

E você, na sua vida, está andando em linha reta, ouvindo Deus, ou está perdido, não o ouvindo, andando em círculos? “Como um gato correndo atrás do rabo.”



Continue lendo este texto e aprenda a ouvir os sinais de Deus, encontrar o seu propósito de vida, o seu caminho.

As dificuldades existem nesse mundo, pois é um planeta de provas e expiações, de terceira dimensão. Entramos nessa jornada com a missão de evoluir, melhorarmos como Espírito, aprender a amar: a Deus e ao próximo. Deus nos deu o livre-arbítrio para que o amássemos e também ao próximo espontaneamente, ele não quis nos forçar. Como um pai, deu a seus filhos a oportunidade e a liberdade de aprender com nossas próprias experiências. Quando a mente se cala, podemos ouvi-lo nos guiando. Temos que nos conectar com nosso centro, nosso Eu Superior, pois Deus está dentro do nosso coração, falando-nos. Por isso existe a intuição, que está acima da mente racional. É Deus aqui dentro.

O bem e o mal está dentro de cada um, cabe a cada um de nós decidir qual dos dois lados alimentar.

O inferno e o céu estão aqui na Terra. O Reino dos Céus está dentro de nós.  Deus está dentro do coração do homem.

Busque a si mesmo. Conheça a si mesmo. Parta para uma jornada em busca de si mesmo e encontrará um diamante. Encontre o seu Eu Superior. Ouça o Todo que lhe guia.

Dentro de você há uma porção do poder criador. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Recebemos parte do poder dele. Há um poder de criar a sua realidade. “Buscai o Reino dos Céus e tudo o mais vos será acrescentado.”

Muitas pessoas alimentam o mal. Por isso, o mal existe. Não é o diabo que alimenta as pessoas, são as pessoas que alimentam o diabo.

Nós fazemos escolhas. Somos responsáveis por tudo em nosso destino. Nossos pensamentos, sentimentos e ações materializam a nossa realidade.

Somos uma consciência única, somos unos com o Todo, uma consciência coletiva. A partir de quando a consciência coletiva alimentar somente o bem, o mal não mais existirá, em nenhuma parte do mundo.

Ser uma pessoa boa não é somente não matar e não roubar. É amar ao próximo como a si mesmo, pois deste advém todos os outros mandamentos. É não fazer com o próximo nada que não gostaria que lhe fizessem.

Pense na hipótese de você ser o outro antes de agir, de falar. Você gostaria que lhe fizessem ou lhe falassem isso? Não? Então não faça, então não fale.

Vibre somente no bem, na paz, no amor, harmonia, empatia, gentileza, colaboração. Elimine sentimentos de ódio, inveja, rancor, raiva, vingança, orgulho, arrogância, sentimentos de baixa vibração, que fazem muito mais mal para quem os sente e emite uma onda de ódio para o Universo. É essa onda de ódio que causa tragédias e todos os males no mundo. Não se vingue, não pague na mesma moeda, não faça com os outros ou com a própria pessoa o mesmo mal que ela lhe fez. Quebre o ciclo do ódio. Substitua pelo ciclo de amor. Vibre no bem e atrairá pessoas e situações boas.

Pessoas que nos fazem mal passam pelas nossas vidas para curar defeitos que existem em nós. Para não fazermos com outros o mesmo que elas nos fizeram. Pessoas boas passam pelas nossas vidas para nos ensinar a ser como elas. O Universo manda “n” vezes a mesma lição, até aprendermos. Enquanto não aprendemos, ficamos andando em círculos, como os hebreus no deserto, por 40 anos, atraindo os mesmos padrões negativos.

Quando o homem aprender a amar terá descoberto a sua missão na Terra.


Direitos autorais da imagem de capa: dotb.tc.






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