Por que as separações são tão dolorosas?



Nesses últimos dias, pessoas que conheço estão deixando seus antigos relacionamentos. Alguns por decisão própria outros pela decisão do parceiro conjugal.

Se você está neste momento vivenciando essa dolorosa experiência, saiba que algo melhor está por vir.

As separações quando acontecem são necessárias para que um novo ciclo comece. Nem todos os convívios conjugais necessariamente tem uma frase “felizes para sempre”.

Tudo em nossas vidas é regido em ciclos. Algumas pessoas nos acompanham até o fim da vida, outras apenas em parte dela, seja nos relacionamentos conjugais, amizades, familiares e então, podemos escolher entre duas coisas nesse sentido.

Se desprender da mágoa dessa separação e seguir em frente ou continuar sofrendo por uma causa perdida? Não deixe a cegueira do Ego escurecer a sua visão. Há uma grande dificuldade em deixar ir o que nos faz mal, uma teimosia inconsciente que passa por cima do amor próprio. No fundo a pessoa já sabia que a separação era inevitável, porém tenta a qualquer custo recuperar a perda em vão.

Essa teimosia reflete a nossa incapacidade de lidar com os acontecimentos negativos ou desfavoráveis de nossas vidas. Isso não é algo saudável. Isso é falsamente chamado de amor, pois o amor não aprisiona, não transforma pessoas em objetos de posse. Isso se chama dependência. Se quer ser feliz, deixa a pessoa partir e seguir o caminho dela. Não importa qual tenha sido o motivo do rompimento, não importa quem tenha errado na visão do outro. Com certeza ambos fizeram tudo que foi possível, até que uma das partes tenha resolvido romper definitivamente.

Por muitas vezes a pessoa que chegou a pedir a separação também fez um grande esforço para que isso jamais chegasse a acontecer.

Quando uma das partes toma essa decisão, a princípio pode parecer a pior coisa para quem recebe o “não quero mais”, porém se você olhar a situação de forma madura e consciente, mesmo que isso doa no fundo da alma, é a melhor coisa a se fazer. Ambos não precisam prolongar um relacionamento que há tempos já mostrava sinais de descompromisso um com o outro. Não será o fim do mundo, você vai sobreviver sem a outra pessoa. Lembre-se que antes de você conhecer essa pessoa você vivia muito bem sem ela.



Por favor, não ache que estou tratando o assunto friamente. Ninguém sonha passar por isso, ninguém quer ter seu relacionamento destruído e tenho certeza que todos os esforços possíveis foram feitos para que isso não chegasse a este ponto. Ambos saem machucados. Não existe vítima ou vilão. Quem deixou de amar também se frustra. O conflito é interno, angustiante e secreto até que precisa ser exteriorizado.

Por muitas vezes a pessoa que chegou a pedir a separação também fez um grande esforço para que isso jamais chegasse a acontecer. Ninguém acorda no dia seguinte com a decisão que deixou de amar de um dia para outro, isso foi lentamente acontecendo sem que nenhum dos dois percebesse.

Não encare isso como um fracasso. Rompimentos existem para que ambos possam começar uma nova vida. Nem todo relacionamento que chega “até que a morte nos separe” é necessariamente um relacionamento perfeito e feliz.

Todo recomeço traz novos horizontes, novas possibilidades e novas perspectivas. Todo dia há uma nova chance para você escrever a sua própria história com um final feliz.






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