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Por que valorizamos tanto a memória em detrimento das experiências?

Segundo Daniel Kahneman, um psicólogo israelense ganhador do Prêmio Nobel sobre economia comportamental, após 3 segundos, todas as informações que passam pela cabeça de um ser humano saem e são arquivadas no sistema de memória do cérebro.


Isso significa como enxergamos a própria vida, fundamentalmente, através da memória.

Quase sempre nossas lembranças omitem ou distorcem detalhes do que aconteceu de fato, temos a tendência de recordar apenas os últimos momentos e esses nem sempre refletem integralmente a trajetória das experiências.

Em um relacionamento por exemplo, vive-se bons momentos que solidificam uma importante história ao longo da vida. Contudo, os últimos momentos não foram dos melhores.

Pronto! Já basta para só lembrarmos do fim e taxarmos o “relacionamento” todo como ruim, esquecemos tudo de positivo que foi vivido.


Tal fato se explica porque a maioria das pessoas valorizam muito mais a memória em detrimento das experiências.

O cérebro geralmente funciona assim: ele registra as últimas experiências e, se essas forem ruins, é o que fica. Observa-se que escolhemos não as experiências, mas as lembranças das experiências.

Embora saibamos como funciona o cérebro, poderíamos mudar a nossa forma de enxergar a vida e passar a valorizar toda a trajetória tal qual foi vivida, e não apenas a “conclusão” que chegamos por conta das lembranças do fim.


Lembranças, projeções equivocadas podem influenciar no “agora” e até mesmo em decisões e oportunidades de toda uma vida.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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