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Por trás do”eu me fortaleço é na sua falha”…

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Sem antagonistas nem protagonistas.



Em uma história todos têm seus momentos de herói e anti-herói. Falando nisto, o poeta Bertolt Brecht um dia escreveu “Infeliz a nação que precisa de heróis.” Onde há vazio, há heróis.

Deixada a frase de impacto vamos ao que interessa. O título é reflexivo, não? Que falha?

Aquela que vemos no outro e não enxergamos em nós mesmos?


Estas são muitas. O outro erra, o outro vacila, o outro não sabe, o outro não cuida.

O carinha não cuidou, deu brecha e então, ele se aproximou.

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O outro pode ter sido você ou eu, com uma cerveja ou espumante na mão perseguindo uma presa. Enquanto eles não se resolvem a gente se envolve na história e pode se sair bem. Isto é o que vale, aproveitar-se da falha do outro e vencer com argumentos, com sorrisos pretensiosos, com um “deixa comigo.”


Para fortalecer e representar de verdade o que vale é preocupar-se diariamente com as próprias falhas. E a listinha pode ser extensa. Falhar ao não ouvir, ao não prestar atenção, não esperar ou não agir, não sair de cena.

Existem as falhas necessárias, aquelas que levam à correção do erro. Errando posso perceber então, que eu me reconheço na sua falha, no seu deslize, nas suas atitudes sem razão. Bom seria não ter falhas, defeitos, vergonhas.

Que a memória falhe quando eu tentar lembrar de algo para ferir alguém. Que a voz falhe quando eu quiser ofender, que o discurso falhe se não for para elevar as pessoas, que o sucesso falhe quando for conquistado às custas de outros, que o silêncio falhe quando for para pedir perdão.

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Que tal uma inversão?

Ao invés de pensar em nos fortalecermos com a falha do outro, por que não permitir que o outro se fortaleça com o nosso exemplo?

A vida é um plágio!

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