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Por uma vida minimalista

Quando penso na quantidade de informações que recebemos por dia, ter uma vida minimalista pode ser a única saída para evitar um colapso…



O termo minimalismo está muito na moda hoje em dia e, ao pensar nele ou buscar informações sobre o que é minimalismo, logo encontramos pessoas explicando como vivem em casas pequenas, com poucos bens, poucas roupas e assim por diante.

Sim, minimalismo é um pouco disso, mas na minha opinião há muito mais por trás desse tema, por isso temos muito mais a abordar e a aprender.

Viver com o mínimo não deveria definir o termo minimalismo mas, sim, viver com o essencial, viver com o essencial em todos os aspectos da sua vida, e existe um aspecto que considero muito mais importante nos dias de hoje do que bens materiais, e logo vou chegar a ele.


Ao mergulhar em uma vida minimalista, é preciso analisar tudo o que temos: precisamos de oito pares de sapato, quatro relógios, mais de um carro na garagem? Essas são análises básicas que, aos poucos, vão desprendendo a pessoa do material e trazendo uma sensação de leveza e liberdade, mas somente no lado físico.

12 horas diárias de informação

Vivemos em um mundo globalizado, estatísticas mostram que recebemos 34 gigabytes de informação todos os dias. Traduzindo isso para números e fugindo do tecniquês, significa que recebemos 12 horas de informações diariamente, ou seja, 50% do nosso dia.

Novamente trazendo números, para deixar mais claro esse cenário, isso significa que absorvemos mais de 45 mil palavras todos os dias e todas elas trazem informações úteis ou não. Além disso, passamos em média duas horas por dia na internet, o que nos traz mais informações, e ainda não mencionei as que nos chegam pela televisão, filmes, rádio, jornais, livros etc.


Para deixar a conta mais simples, chegamos a consumir 100 mil palavras por dia, o que equivale a ler uma bíblia por semana. É aqui que entra a parte mais importante do minimalismo, na minha opinião.

Minimalismo não pode e não deve ser somente relacionado a seus bens materiais. Você quer viver em uma casa menor, viva. Você quer vender seu carro e começar a usar o transporte público? Faça isso. O importante é não se esquecer de que, se continuar consumindo informação da mesma forma que hoje, você estará a cada dia mais perto de um colapso mental.

Classificando as informações

Vou lançar um desafio aqui: durante o dia de hoje, toda vez que receber uma informação, tente classificá-la da seguinte forma: essa informação é realmente importante ou tem utilidade para você? É uma informação sobre a qual você tem alguma ação ou ela produz algum impacto em você?

Comece então a selecionar as informações que consome durante o seu dia, assim como seleciona o que vai almoçar, o que vai vestir…

Se uma conversa de corredor não faz sentido para você, saia dela. Evite fofocas, evite se contaminar com notícias ruins que em nada impactam você e em nada o ajudam a evoluir. Tente focar em informações boas e aprendizados, procure informações que o façam crescer pessoal e profissionalmente.

No começo, será difícil e você sentirá que muitos dos seus amigos, das pessoas que fazem parte do seu círculo social, não se encaixam, não fazem mais sentido. Filmes, séries e leituras que você faz hoje também vão se tornar fúteis e, aos poucos, você vai mudar, vai se tornar mais seletivo.

Como eu disse anteriormente, vivemos nesse mundo globalizado, sempre com pressa, sempre correndo e consumimos informações como se fosse uma competição com todos a nossa volta, precisamos saber mais, precisamos estar em todas as conversas. Quando penso na quantidade de informações que recebemos por dia, ter uma vida minimalista pode ser a única saída para evitar um colapso e finalmente conseguir, de uma forma constante, acalmar nossas mentes e adquirir mais consciência sobre nós mesmos.

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.

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