A positividade, quando profunda, transforma e salva vidas! Meu exemplo comprova!

A positividade transforma e salva vidas!

As palavras da enfermeira indignada comigo, querendo que eu me calasse, enquanto eu suava frio de dor, tentando explicar que algo estava muito errado comigo: “Como toda mãe de primeira viagem, estás com muita frescura!”, ecoam novamente enquanto escrevo.

Estava já pronta para os procedimentos finais, com toda a dilatação necessária para fazer parto normal do meu primeiro filho. Depois de 12 horas de trabalho de parto tranquilo, faltavam poucos minutos para meu bebê nascer. Eu já estava deitada na sala de parto, enquanto uma enfermeira, de costas fazia alguns preparativos, quando comecei a sentir uma dor muito forte e vi minha “barriga virando”.

Tentava chamar a atenção dela, falando da dor, da mudança de posição do bebê e do meu medo, enquanto a mesma, sem dar a mínima atenção, apenas falava que fazia parte da minha inexperiência e “frescura”.

Eu me sentia completamente apavorada, com a sensação que meu bebê poderia morrer, impotente frente a profissional fria e pouco empática, mas com medo de que ela tivesse razão de eu estar sendo realmente imatura e “fresca”.

Isso aconteceu há 35 anos e, na época, eu com 20 anos, sem acesso ao nível de informações e conhecimento que temos hoje sobre gestação, parto, fiquei muito confusa e sem saber o que fazer, já que não estava conseguindo sensibilizar a enfermeira para que parasse de anotar o que estava anotando e olhasse para ver o que estava acontecendo comigo.

Mesmo com receio de parecer fútil e fraca, comecei a gritar por socorro, dizendo que a enfermeira queria me matar (o que com certeza, a partir daqueles gritos, seria a pura verdade).

Uma médica, que estava de plantão, entrou e começou a gritar também, chamando para fazerem cesárea de emergência, pois constatou que o bebê virara com a bolsa já rota e, se atravessara, com risco de rompimento do útero.

Tive um alívio por estar certa, mas, ao mesmo tempo o que ouvia era mais assustador. Fariam uma cesárea de emergência com risco de vida meu e do meu filho. Falavam que, se sobrevivêssemos, provavelmente ele seria uma criança especial.

Aqui, quero fazer uma reflexão importante, para você, que talvez já tenha deixado algumas coisas importantes na sua vida por medo de parecer imatura/o, por medo de estar errada/o, por medo do que os demais iriam pensar de você.

Por segundos, se eu tivesse deixado o medo vencer poderia não estar aqui escrevendo este artigo, ou, poderia estar escrevendo com outro final, pois poderia não ter sido mãe naquela ocasião. Vencer o medo mudou a minha história de qualquer forma e, o melhor de tudo é que mudou a história para um final feliz.

Para não te deixar em suspense até terminar a reflexão, sim, sobrevivemos e ele não teve sequelas cerebrais.

Eu lhe pergunto: você já deixou que o medo o impedisse de fazer algo? E, já pensou em quanto você já se prejudicou por isso?

Esse fato foi muito importante na minha vida, pois fez com que percebesse minha vulnerabilidade frente ao que os demais pensavam a meu respeito, além de me fazer perceber o quanto as emoções negativas eram minhas parceiras inseparáveis e, o quanto travavam minha vida. Comecei um processo de mudança, buscando eliminar essa pessoa mais negativa e medrosa que era. Mas, essa mudança não se deu instantaneamente, afinal, mudanças importantes de comportamento levam mais tempo. Foi um processo mais lento, porém sólido.

E, por incrível que pareça, 14 anos depois, em nova gestação envolvendo perigo para os dois (isso mesmo, não é novela, ou filme de suspense, é minha história real), tenho certeza que nos salvamos graças a essa sólida mudança que consegui fazer.

Na minha segunda gestação, tive uma fissura na bolsa quando estava de seis meses e meio, bem depois da ceia de Natal. Na primeira maternidade que fui atendida (a freira que me recebeu devia estar chateada por haver interrompido a Missa do Galo), ouvi que meu filho já devia estar morto e, me encaminharam para outro hospital para fazer os procedimentos, já que ali não havia atendimento neonatal.

A diferença fundamental foi: meu cérebro positivo. Fiquei calma como estava até então, fazendo meus exercícios de visualização e orações. Acalmando meu bebê, pois sabia que sairíamos ilesos e fortalecidos por um novo aprendizado.

Um período difícil até seu nascimento, por causa dos riscos, como o de infecção. Foram 14 dias de risco, de mais uma troca de maternidade, porém, de muita paz interna e de um fortalecimento enorme de vínculo com meu companheiro.

Hoje, somos uma família muito unida, que aprendeu pelo amor, pela doação, pela fé, pela resiliência e, estou compartilhando tudo isso para te convencer que: um cérebro positivo faz uma diferença enorme na vida da gente!

E você? Tem um cérebro positivo?

O que falta para você começar agora uma transformação real e adotar a positividade em sua vida, pois ela transforma.

Sim! A positividade realmente transforma!

Forte abraço!

Isabel

____________

Direitos autorais da imagem de capa: luckyraccoon / 123RF Imagens



Deixe seu comentário