Família

“Precisamos ficar juntos.” Professores pedem redução de carga de trabalho para cuidar da filha com câncer

Em janeiro deste ano, a filha de 3 anos do casal de professores Jorge e Rosa foi diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda de alto risco, agora os pais lutam para ficar ao seu lado.



Quando um filho é diagnosticado com alguma doença, alguns pais, no primeiro momento, sentem-se completamente impotentes e desolados. Mas, assim que se dão conta da situação, passam a lutar com unhas e dentes para garantir a cura ou o tratamento dos filhos. Nenhum genitor consegue conviver ao lado de um filho doente sem tentar minimizar um pouco da sua dor.

Os professores Jorge Arnau e Rosa Martí, que moram em Valência, na Espanha, descobriram que a filha mais velha, April, tem leucemia linfoblástica aguda de alto risco, em janeiro deste ano.

Com apenas 3 anos, a pequena precisa passar por tratamento oncológico; os pais agora lutam na justiça para conseguir redução da jornada de trabalho, sem perda salarial, para conseguir ficar ao lado da filha.


Em uma página espanhola de suporte para os cidadãos, onde os políticos têm acesso e respondem a suas dúvidas, Rosa contou um pouco da sua história e questionou os motivos para ela e o marido ainda não terem conseguido a redução de 99,9% da jornada de trabalho prevista em lei.

De acordo com a mãe, os médicos afirmaram que o tratamento pelo qual April está passando vai durar cerca de dois anos. Rosa explica que uma criança com diagnóstico de câncer precisa dos pais ou de um adulto durante 24 horas do dia, enquanto durar o tratamento, principalmente porque os efeitos colaterais e as adversidades que os medicamentos causam são agressivos e os pacientes precisam de contato com o mínimo de pessoas possível.

Como o sistema imunológico fica muito afetado, os pais pedem para ficar com a filha durante esse processo. Assim que foram saber dos seus direitos de afastamento, descobriram que os professores só tinham a opção de reduzir a jornada de trabalho em 50% ou 80% sem perda salarial, o que não resolveria o problema.

Rosa afirma que a redução em 99% é permitida por lei quando o menor precisa de cuidados permanentes, quando estão em fase crítica do tratamento, mas ela não quer esperar ver a filha ficar fraca com a quimioterapia para conseguir essa redução.


Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Os pais são extremamente gratos pelo tratamento que April recebe e afirmam que tem funcionado muito bem, mas que sentem que esse é o momento de ficar ao lado dela. A única coisa que pedem é que tenham os mesmos direitos dos demais trabalhadores valencianos, acessando a redução de 99% da jornada de trabalho. Assim, segundo a mulher, nem sua família nem seus alunos serão prejudicados.

Para Rosa, é uma questão de lógica, pois nenhum pai que descobre o diagnóstico de câncer de um filho tem forças para continuar trabalhando normalmente, sentindo-se esgotado física e mentalmente.


Como Rosa e Jorge estão de licença-maternidade e paternidade por conta do nascimento da segunda filha, Arlet, eles estão usando esse tempo para ficar ao lado da primogênita e tentar acessar seus direitos. O casal continua lutando por justiça e torce para que o seu caso abra precedentes para outras famílias em condições semelhantes.

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