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Precisamos trabalhar incansavelmente na ajuda ao outro. A ajuda na construção e não destruição do outro.

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Trago verdades que quase ninguém quer aceitar: mulheres são competitivas. (Muitas vezes mais do que nós mesmas podemos imaginar). Posso até apostar que no quesito competição saímos na frente do gênero masculino, mas obviamente que a maioria vai discordar. Não é conveniente assumir essa fraqueza.



Começando pela competição própria! Nós mulheres competimos com quem na verdade, deveria ser a nossa maior aliada, nós mesmas. A competição acaba sempre saindo como boicote.

Sabe aquelas situações que queremos provar para nós mesmas que seguramos a barra e sai tudo errado? Então. É boicote, amiga!

Nessa hora aí, ao invés de encarar uma barra muito mais pesada do que você pode aguentar, é melhor realocar as energias e se abraçar. Ninguém precisa entrar numa situação para além de se machucar, provar que é mais mulher.


Não deixo de achar que competição é importante, principalmente para superar limites. Mas não podemos tratar competição como armadilha. A arapuca será milimetricamente arquitetada para nos pegar. E provavelmente iremos desabar. Como você podemos fazer isso com conosco?

Assim como você pode fazer isso com você, obviamente que você fará o mesmo com os outros. A maneira como nos tratamos, tratamos o outro. Já parou para reparar que a maneira como você se trata, está também em todas as suas relações? Pois bem, analise isso e encontre assustadoras respostas.

Saindo do “eu” e indo para o “todo”, acho que a pior coisa que pode acontecer numa relação é a competição.

A competição deixa de criar aliados, para criar guerras. E não estou falando de relação entre homens e mulheres, família e etc, estou falando principalmente entre mulheres.


Volto a dizer, mulheres competem entre si. Parece que o nosso ego é inflado demais para se colocar no lugar da outra. Fomos criadas fora de um concurso de miss, mas nossa vida mais segue o roteiro de um. Queremos ser sempre a “mais”. Mais bonita. Mais rica. Mais estilosa. Mais bem resolvida. Mais estruturada. Mais feliz.

Mais. Por que realmente precisamos de tanta competição? Por que precisamos sempre chamar atenção por um físico perfeito? Por que queremos tanto? Por que nos cobramos por ser sempre mais?

Somos a geração de mulheres em colapso. Desde os primórdios competimos para acasalar.

Será mesmo que a competição é instinto? Mesmo num mundo tão moderno e com tantas possibilidades?


Voltando para as relações, vejo mulheres tão competitivas que colocam à deriva a amizade com outras mulheres. Não preciso dizer que tal competição respinga também na relação com os homens.

Estamos vivendo o “Deus nos acuda”! Mulheres maravilhosas entrando em competição barata com outras mulheres por causa de homens. Tenho para mim que não é a guerra dos sexos, é a guerra de egos.

Se a amiguinha está a fim do moço, porque você precisa fazer a Iara, e encantá-lo com o seu canto? Por que é tão importante ser desejada também pelo homem da outra mulher? Por que é tão prazeroso deixar rastros de destruição em outra mulher? Digo isso porque só nós – mulheres – sabemos o quão vulneráveis somos.

A sensação de ser desejada é maravilhosa, alimenta sim o ego, mas não pode inflamá-lo a ponto de colocar à deriva boas relações.


Acho que está na hora de repensarmos a nossa relação com nós mesmas e principalmente com outras mulheres. O quanto eu preciso desestabilizar a outra para ficar bem comigo mesma?

É um questionamento que eu faço bem antes dos meus quase 30. É uma das poucas respostas que  quero muito  encontrar nessa vida. Até porque se um dia eu tiver uma filha, um dos tantos ensinamentos que quero passar a ela é o altruísmo.

Precisamos trabalhar incansavelmente na ajuda ao outro. A ajuda na construção e não destruição do outro.

O salto alto pode até dar uma sensação de poder, mas as vezes pés descalços podem operar verdadeiros milagres!


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Direitos autorais da imagem de capa: peus / 123RF Imagens

Quando a linha do horizonte se encontra com o infinito…

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