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PREFIRO MESMO ACREDITAR QUE TODOS NÓS TEMOS UM ‘’SER’’ AMOR GULOSO… QUE GOSTA DE PRATO CHEIO!

Prefiro mesmo acreditar é que todos nós temos um “ser” amor guloso…


O amor é quase como um outro ser vivo dentro de nós.

Muitos acreditam que este “ser” amor precisa apenas de cuidados e dedicação, contemplando tal ato como um patamar sentimental máximo do que realmente é verdadeiro e imortalizado.

Já outros acham que o mesmo é um ser constante com o passar dos anos…que nunca muda. Ou pior, tem a ingênua impressão de que ele nunca morrerá!
Vale ressaltar, sem ser dogmática, que o amor infinito e imutável é apenas concebível quando for de mãe, de pai, de filhos, de verdadeiros amigos e de Deus.


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Desde já, peço perdão por tanta realidade. Porém, minhas experiências relacionais ao longo dos anos me fizeram compreender de forma profunda que este “ser” amor é uma criatura muito complicada e repleta de exigências.

À medida que o tempo corre sobre nossos olhos, nossa percepção interna muda…nossas necessidades mudam…nós mudamos…e consequentemente nosso “ser” amor vai sentindo mais fome diante de tais mutações.


Ao chegarmos nesta fase, temos apenas duas opções: ou esse “ser” é alimentado de acordo com suas fomes temporais ou o mesmo viverá de dieta eterna, conformando-se com o pouco que sobra no prato.

E quais seriam as fomes deste “ser” amor? Acredito que sejam quatro tipos de fomes do amor: Romantismo, amizade, libido e preenchimento mental de idéias.
Cada um de nós apresenta alguns tipos desta fomes do amor ou até mesmo todos eles.
No entanto, questiono os que vivem com fome controlada, degustando apenas de uma dieta somente de romantismo, somente de amizade, somente de libido ou somente de idéias expressas.

Prefiro mesmo acreditar é que todos nós temos um “ser” amor guloso…que gosta de prato cheio…que come tudo e que lambuza até o prato…que não aceita o pouco ou o resto. Quer mais…muito mais…pede mais!

Só que esse “ser” vivo esfomeado é como uma pequena criança dependente do outro para ser alimentado. Chora…grita…e implora por tais alimentos. É uma necessidade emergente de sua alma.

Inicialmente, a falta desse sustento vai substituindo as “borboletas no estômago” por um incômodo vazio.

Os dias se vão e o “ser” amor fica em processo de inanição…de degradação de si mesmo.

Fica apático…não consegue nem mais suplicar por socorro. Não há mais o que fazer…ninguém mais pode querer fazer. O que lhe resta é o silêncio amigo para velar o seu fim.

Ao som de um tum-tá lento e em declínio contínuo…é a última canção dada à espera de seu fenecimento. E o “ser” amor se entrega à doce e temerosa agonia do partir.

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Antes morresse pelo pecado da gula…de excessos,mas sucumbiria feliz…para não ter que morrer de fome e triste!

Izabella Procópio





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