Prender-se a algo ou alguém é uma tremenda bobagem, pois só aumentará o sofrimento que será inevitável



Prender-se a algo ou alguém é uma tremenda bobagem, pois só aumentará o sofrimento que será inevitável. É preciso livrar-se dos ontens para sentir os hojes, para que não haja aflição com futuros.

Para quê tentar adiantar algo se não há absoluta certeza de nada? Por isso sofremos muito e noites de sono nos são roubadas, simplesmente porque permitimos. Mas é difícil, eu sei, controlar nossa mente no momento, e não se deixar levar do presente. É bem complicado mesmo. Porém, precisamos tentar sempre nos lembrar de que tudo é ilusão, tudo vai depreciar, esgotar e passar. Nada ficará aqui e nem nós ficaremos. Ou melhor dizendo, nada já não “está ficando” aqui e nem nós “estamos ficando”.

É assim mesmo, nesse gerúndio estranho que escrevi, entretanto, acho que ajuda a entender o tempo que fica e passa, acontece, nasce, estreita e se alonga, encurta e dura, vai “estando”, vai “ficando”, vai se despedindo, vai se tornando presente e passado ao mesmo tempo, fazendo-nos complexas almas que diariamente compõem enredos de muitas histórias e passos. A verdade é que o tempo morre em nós e conosco.

Tudo se finda porque assim é preciso ser e prender-se a algo ou alguém é uma tremenda bobagem, pois só aumentará o sofrimento que será inevitável.

Sofrer é inevitável por ser um dos fatores da vida que nos fortalecem e nos ensinam. A dor molda o ser humano sim, para melhor ou para pior, depende de como será conduzida essa dor.

Entendam, caros leitores, não estou dizendo que a vida é banal ou tudo e todos nós somos banais. Não, o que quero dizer é que a vida é plena e que ela se esvai em si mesma, ela se inicia e se despede quando nascemos e que se ilumina no mesmo momento em que esfria.

Vida é composta dos paradoxos citados que nos põem à prova a todo instante, nos relacionamentos e experiências para se ter a comprovação de nossa ética moral e civil, as quais infelizmente já morrem antes mesmo de raciocinarmos com razão, porque acabamos nos perdemos tantas vezes por aí, por vários caminhos que a vida nos leva, conscientes (ou não) de nossas escolhas.

A partir daí, é impossível parar com os nossos vários percursos porque a todo momento escolhemos e decidimos, fazendo a vida plena, como eu disse anteriormente, tudo é recomeço e fim, como ciclos que se iniciam e se encerram para todos nós; e precisamos compreender isso.



Muitos ciclos podem ser dolorosos para alguns e fartos e prósperos para outros, mas é assim, pois ciclos, de acordo com a vontade de Deus e a nossa, obviamente mudam para melhor ou pior.

Repensar a vida não deve ser um incômodo para nós que queremos e devemos nos conhecer e nos aprimorar em meio ao nosso comportamento de orgulho, de ira, de individualismo e tantas outras falhas inerentes ao ser humano, as quais nos devem servir como instrumento de melhora para o nosso espírito.

Portanto, os ontens são ontens e os hojes desejam ser maravilhosos amanhãs frutíferos!


Direitos autorais da imagem de capa: wallhere.com / 702319






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