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Em MS, presos ligam para polícia para e denunciaram estupro dentro da delegacia

Foto: Divulgação
Presos ligam para policia para denunciar estupro dentro da delegacia em MS

Caso aconteceu em Sidrolândia, no interior o do estado, e o policial já foi afastado. Saiba mais!

No início da noite do último dia 11 de abril, uma mulher que estava presa temporariamente em uma delegacia de Sidrolândia foi levada por um investigador da Polícia Civil para uma “Sala Lilás” e supostamente abusada, de acordo com informações apuradas pela coluna TAB UOL, em um texto de Matheus Pichonelli.

Sala Lilás é o espaço onde as mulheres vítimas de violência de gênero de MS são levadas para receberem um atendimento humanizado.

De acordo com as informações da coluna, o policial teria dito à mulher que o seu advogado estava na delegacia e queria falar com ela. A presa permaneceu na sala durante meia hora, e saiu do local muito nervosa e chorando.

A mudança no comportamento da mulher chamou a situação da mulher que estava dividindo a cela com ela, e também de outros quatro homens que estavam detidos no local. Eles questionaram ao policial o que havia acontecido e acabaram recendo um celular do homem.

Toda a situação foi gravada pelas câmeras do circuito interno da delegacia e um Boletim de Ocorrência registrado no dia seguinte, relata que o policial havia dado o aparelho para os outros detidos como uma maneira de comprar o seu silêncio.

Após receberem o celular do investigador, os detidos exigiram a presença de uma delegada no local, e conversaram com ela sobre o que haviam presenciado. Embora suas versões sobre quem contatou a autoridade sejam diferentes, apenas algumas horas depois do ocorrido, o agente estava preso, sob a suspeita de ter estuprado a mulher na sala de atendimento para vítimas de abuso sexual.

Uma situação recorrente

A matéria da TAB UOL também informou que essa não teria sido a primeira vez em que o investigador teria realizado algo com a presa. Depois de conversar com a vítima e com os outros detentos, a delegada acabou por descobrir que dez dias antes, o policial a havia levado até o alojamento dos plantonistas, e realizado o primeiro estupro. Nessa ocasião, a mulher não dividia a cela com outra pessoa.

A vítima contou às autoridades que, no primeiro estupro, o policial falou para ela tomar banho e ainda a ameaçou, dizendo que ela não conhecia ninguém, estava sozinha no estado, e que ninguém sentiria a sua falta caso desaparecesse. Ainda, segundo a matéria, o policial ainda lhe disse que, se ela relatasse a alguém o que havia ocorrido, ele iria atrás dela “até o inferno”.

No segundo episódio, que aconteceu dez dias após o primeiro e acabou levando à denúncia, a mulher foi obrigada a fazer sexo oral no homem, de joelhos.

Decisão da justiça

A Corregedoria da Polícia Civil resolveu afastar o investigador, que tem 41 anos de idade e assumiu o cargo em 2014, e agora ele segue detido em uma delegacia de Campo Grande.

No último dia 3 de maio, a Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do estado contra o homem, que será julgado pelos crimes de estupro, importunação sexual e violência psicológica contra a mulher.

A detenta foi solta na foi solta por ordem da Justiça e agora responderá o seu processo em liberdade em sua cidade natal, na Paraíba.

O juiz que ordenou a soltura da mulher entendeu que a prisão preventiva de mulher suspeita de tráfico estava dentro dos requisitos legais, mas que o fato de ela ter sido estuprada tornava sua permanência ali ilegal, “já que (ela) figura agora na condição de vítima” e precisava ter sua integridade física e psicológica preservadas.

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