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Primeira “Superlua” do ano mostra nosso satélite natural no ponto de órbita mais próximo da Terra

O raro evento só vai acontecer mais três vezes, em 2021, em um fenômeno que une a beleza da lua cheia com a maior proximidade possível do planeta.



Podendo ser vista no céu de Brasília, a primeira “Superlua” de 2021 despertou a curiosidade dos amantes do céu e dos astros. Segundo a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), a lua ficou cheia exatamente às 15h48 e ficará assim até a noite do dia 8, sábado. Ainda era possível acompanhar o satélite natural no céu da capital durante a manhã do dia 29.

O fenômeno chama a atenção de quem acompanha as mudanças no céu, e mostra a lua em seu perigeu, momento em que ela atinge o ponto de órbita mais próximo da Terra, coincidindo com sua fase cheia.

De acordo com reportagem do G1, o evento também é chamado de “Lua de Minhoca”, nome dado pelos povos originários dos Estados Unidos, que moravam mais ao sul do país, fazendo menção às minhocas que surgiam quando o gelo derretia, com o fim do inverno.


Quando está em seu perigeu e cheia, a lua pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante, quando vista na Terra, do que em seu momento de apogeu (ponto de órbita mais distante).

Quando atinge o ponto mais longe, pode ser chamada de “Microlua”. A órbita do nosso satélite natural tem a forma elíptica, uma geometria que a coloca perto e longe da Terra.

A lua apresenta quatro fases diferentes: nova, crescente, cheia e minguante. Quando está em sua fase nova, não conseguimos observá-la no céu, porque ela está posicionada entre o Sol e a Terra e, como não emite luz própria, tampouco consegue refletir os raios solares por conta de seu posicionamento.

Direitos autorais: divulgação/Observatório Espacial Heller & Jung.


A lua crescente (ou quarto crescente) é chamada assim porque só conseguimos enxergar um quarto de sua totalidade. Nessa fase, ela se apresenta em formato de semicírculo e costuma nascer ao meio-dia e se pôr aproximadamente à meia-noite.

A lua cheia reflete em sua face os raios solares, por isso conseguimos observar o satélite grande no céu, nascendo por volta das 18h e se pondo às 6h da manhã.

Direitos autorais: reprodução/RBS TV.

A lua minguante é o último estágio das fases do satélite, também chamada de quarto minguante. Aparece em forma de semicírculo, sendo possível enxergar novamente um quarto de sua face, mas no sentido oposto da crescente.


Ela nasce por volta da meia-noite e se põe cerca de 12 horas depois. Cada fase dura sete ou oito dias, por isso é possível acompanhar suas mudanças com bastante frequência.

Direitos autorais: reprodução/TV Globo.

O ciclo da lua é quando o satélite cumpre suas quatro fases, chamado também de Período Sinódico, e dura cerca de 29 dias e meio. Além de girar em volta da Terra, ela gira em torno de seu eixo, chamado de Período Sideral, que leva cerca de 27,3 dias.

Segundo Jung, cada lua cheia tem um nome diferente, que varia de acordo com suas origens, que podem ser ameríndias, coloniais americanas e europeias. Neste ano, mais três “Superluas” ainda podem ser observadas, segundo o professor.


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