Animais

Depois de uma espera de 30 anos, nascem os primeiros filhotes de Ararinha-azul na Caatinga

Após décadas de extinção, um lampejo de esperança cresce com os nascimentos dos filhotes no sertão baiano.



Uma boa notícia para os amantes da natureza e biodiversidade: A ararinha-azul, que foi considerada extinta da natureza desde os anos 2000, agora está de volta.

Com informações do Metrópoles, a sobrevivência dos últimos exemplares da espécie foi por causa dos cativeiros no Brasil e no mundo nas últimas décadas.

Aos poucos e com muito empenho dos pesquisadores, os animais estão trilhando o caminho de volta para casa. Neste mês, especialistas comemoraram o nascimento dos dois primeiros filhotes na Caatinga baiana.


Exatos 30 anos depois do último registro de um espécime no sertão da Bahia, que era seu hábitat natural. O motivo da extinção da ararinha-azul foi a caça e o comércio clandestino, aliado também à degradação ambiental pelas queimadas e poluição em geral.

O primeiro passo para a reintrodução das ararinhas na natureza só foi possível graças ao esforço e dedicação da Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP), que fez um brilhante trabalho.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ actp_parrots.

Um ano depois, o casal colocou quatro ovos, mas apenas dois eram férteis. O primeiro filhotinho nasceu no dia 11 de abril, mas infelizmente morreu no dia seguinte por causa da inexperiência dos pais. Como são animais criados em cativeiro, fora do hábitat natural, ainda não tinham o domínio correto para cuidar dele.


No dia 13, outro filhote veio ao mundo. Foi abandonado pelos pais, mas acolhido pelos pesquisadores, que o alimentam e cuidam para ser solto na mata assim que possível, restabelecendo assim a ararinha em solo brasileiro novamente.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ actp_parrots.

As aves vieram da Alemanha e estão sendo cuidadas por especialistas no Refúgio da Vida Silvestre e na Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul. Essas duas unidades de conservação estão no município de Curaçá, ao norte da Bahia.

Os dois locais são destinados para reintrodução e proteção da espécie, além da conservação do bioma. Tudo é custeado pela ACTP. Nesse local também funciona o Centro de Reprodução e Reintrodução das Ararinhas-Azuis.


Lá existem dois viveiros sob a coordenação de pesquisadores que são responsáveis pelo monitoramento dos animais juntamente com a equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ actp_parrots.

De acordo com o grupo, a ararinha foi descoberta no final do século 19 por um naturalista alemão. Johann Baptist von Spix estudou e viu que a espécie era exclusiva da Caatinga. Infelizmente, a população dos animais foi dizimada pela ação do homem, devido ao tráfico e perda de hábitat com o desmatamento, para pecuária e agricultura. O último exemplar que estava na natureza desapareceu em 2000.

Desde então, a ararinha só era vista em coleções e por reprodução em cativeiro, no exterior. Ela foi classificada como espécie criticamente em perigo por restarem apenas indivíduos em cativeiro. Ver que filhotes estão nascendo é uma faísca de esperança para devolver a natureza, o que o homem tirou.


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