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Problemas são inevitáveis, mas o importante é a forma como lidamos com eles.

Fico aqui me perguntando, quem foi que lhe disse que ao nascer você não teria questões para resolver nesta vida?

Talvez, dentro do útero da sua mãe estivesse de boa demais, mas no frigir dos ovos você não pode escolher nem o dia do seu próprio nascimento e, para piorar, já saiu dali tomando tapinha. Então, amigo, acostume-se! Você não vai ter apenas mamão com açúcar para comer, a rapadura nunca vai ser mole e você vai precisar, sim, descascar o bendito do abacaxi.


O salário atrasou, o namorado sumiu, pneu do carro furou. Você se programou para chegar às 08h, mas o seu irmão não sai do banheiro e ainda fez o favor de comer o último pão de forma do pacote. Ontem foi aniversário de morte do seu pai e você tinha brigado com a sua mãe. A vizinha fez festa à noite inteira e não o convidou, e ainda por cima não tinha nenhum amigo disponível para o rolê. Você não dormiu bem, acabou o pó de café e ainda se esqueceu de que era hoje o último dia daquele prazo que você já negociou duas vezes.

Talvez não seja tão ruim assim, ou talvez os seus problemas não sejam tão banais quanto estes.

Na verdade, não importa muito porque pelo menos, no final das contas, você ainda tem a oportunidade de escolher o que vai fazer para lidar com tudo isso.

Você pode se enfurecer, esbravejar, roer todas as suas unhas e criar um pequeno monstro chamado gastrite no seu estômago. Pode optar por não falar nada e lidar com todas as consequências sozinho, fechar-se numa bolha e se entregar a melancolia. Ou pode soltar os cachorros pra cima de quem quiser, ser mal educado com a senhorinha que mora no 202, dificultar a vida do seu colega de trabalho e tratar da pior forma possível os seus familiares. Fechar a cara e sustentar por 24 horas o pior dos humores, brigar no trânsito, na padaria e no restaurante da esquina. Sim, você pode.


Mas, não importa, porque no final das contas o problema vai continuar sendo todinho seu.

E dependendo da sua escolha, ele pode piorar e ficar ainda maior, entrar na sua mente e dominar os seus pensamentos, tirando toda a sua paz. E pior, tirando a paz dos outros a sua volta.

O que quero lhe dizer é que, independente do problema, o que mais importa é a forma como você vai lidar com ele. Problemas, acredite em mim, você resolve. Mas, a marca que você deixa no mundo e as consequências que gera com isso são permanentes. Então, trate de deixar o estresse de lado e faça escolhas mais assertivas e leves.

Peça desculpas, explique-se, seja gentil, faça uma piada e se preciso for solte, delicadamente, um palavrão. Pergunte por uma explicação e tente pegar mais leve com as suas cobranças, deixe o outro errar e garanta o direito a cometer um erro você também – você certamente vai precisar disso. Respire, conte até dez, relaxe. Já deu errado mesmo, porque não sorrir e traçar novos planos?


Desabafe com alguém que você goste e siga em frente, aprenda a lidar com as consequências usando todas as suas melhores habilidades.

Se o tal do abacaxi estiver dando muito trabalho, troque a faca ou invente uma técnica mais avançada de descascamento, aproveite o doce da rapadura e, sinceramente, o mamão não não precisa de açúcar.

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Direitos autorais da imahem de capa: stokkete / 123RF Imagens





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