Comportamento

À procura de alguém

A beleza não está na face, mas na luz do coração de quem ama.



KALIL CIB

O amor não é coisa para covardes. A pessoa com medo vai ficar sábado à noite em casa, assistindo televisão. Quando tiver fome, pedirá pelo telefone uma pizza. Seu único risco é se apaixonar ou não pelo  entregador de pizza.

Se você estiver se sentindo solitário e triste, é chegada a hora de ir à luta; parar de ficar em casa sozinho à espera de que alguém maravilhoso bata à porta, milagrosamente descubra o número do seu telefone ou envie do nada um e-mail apaixonado. É o momento de enfrentar o comodismo para atingir o objetivo desejado: encontrar alguém para amar, realizando assim todo o amor que você tem dentro do coração.


Ter o desprendimento de sair não para conseguir alguém para você, mas para encontrar alguém que queira viver em amor com você, mesmo não sabendo o que irá acontecer.

Não resolva procurar alguém para suprir as suas carências, e sim para compartilhar a vida.

Há pessoas que, sendo vítimas de abandono e rejeição, lutam desesperadamente por qualquer espécie de afeto que possa preencher o vazio. Pensam estar enamoradas de qualquer pessoa que encontram e que lhes dá um pouco de atenção. Para sobreviver, aceitam um amor qualquer, mesmo que lhes ofereçam migalhas de afeto. Muitas vezes, o que chamam de amor autêntico é apenas um gesto educado ou de gratidão.

Para desenvolver a capacidade de amar, o cultivo de amizades tem mais importância do que geralmente se admite. O amor é prejudicado menos pela sensação de não ser apreciado do que pelo temor de que os outros nos vejam sem as máscaras que usamos, moldadas pelas convenções, pela cultura em que vivemos e pelas crenças que temos.


Os despreparados para o amor podem obter um sucesso temporário e conseguir o carinho que tanto desejam. Mas o afeto não perdura, porque eles não são realmente capazes de aceitá-lo, O raciocínio lógico é que a pessoa carente de amor deveria abrir os braços para a afeição oferecida, tal como o sedento recebe a água. Mas isso dura pouco tempo. O afeto aceito serve apenas para aliviar a ansiedade e, assim, melhorar a condição da pessoa carente, que, ao se sentir melhor, pensa já estar curada.

Qualquer espécie de afeto pode proporcionar uma reafirmação superficial ou mesmo uma sensação de felicidade. Porém, no íntimo, há o confronto com a descrença, ou surgem o medo, a desconfiança, e não se acredita no amor, porque existe a convicção de que ninguém pode amá-lo.

O amor oferecido a uma pessoa incapacitada para amar tropeça na desconfiança e na ansiedade. Aceitar o amor, nesse caso, é o mesmo que se ver presa numa teia de aranha. Ao perceber que lhe está sendo oferecida uma estima sincera, ela se apavora. Geralmente, as provas de afeição podem despertar o medo da dependência, o que a leva a evitar, a todo custo, qualquer resposta emocional positiva.

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A fim de impedir que isso ocorra, ela precisa vendar os olhos, para não perceber o amor, manobrando para descartar o afeto e, algumas vezes, buscando relações promíscuas, que não desestabilizarão o ponto de equilíbrio nem ameaçarão acariciar o núcleo afetivo, mantendo-se as crenças neuróticas. É uma situação igual à da pessoa que está morrendo de fome, mas não come nenhum alimento com medo de que esteja envenenado!

• Você procura um par apenas porque está só ou porque tem amor para ofertar a alguém?

• Procura uma companhia apenas para cuidar de você ou para compartilhar sua vida com ela?

• Você procura alguém com a intenção de atender às suas necessidades internas reais ou para dar satisfação a um contexto social, que espera que as pessoas formem pares?


 Necessitamos procurar um par porque queremos alcançar o máximo de plenitude no amor. Temos à nossa disposição a opção de encontrar alguém para desenvolver e ajustar essa relação, de uma forma única, de acordo com nossos desejos individuais e para continuarmos livres e desenhando nossa vida conforme mudamos ou amadurecemos.

Não existe dependência nem independência, mas interdependência, em que o par mantém sua identidade individual, criando ao mesmo tempo uma relação profunda, comprometida, solidária e afetuosa.

Nesse tipo de relação existe um encontro especial.

Roberto Shinyashiki – Amar Pode Dar Certo


Você está disposto a pagar o preço pela sua felicidade?

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