Comportamento

Professor ameaça expulsar alunos que usarem linguagem inclusiva durante a aula e é denunciado

O comentário do professor foi denunciado por alguns alunos e virou polêmica nas redes sociais. Entenda!



A “linguagem neutra” é um conceito que vem sendo conhecido e discutido com muita frequência de uns tempos para cá. Esse tipo de linguagem busca uma comunicação que não exclua nenhum grupo por meio da mudança da grafia de algumas palavras.

É bastante defendida por membros da LGBTQIA+, que acreditam que a língua, da maneira atual, ajuda a perpetuar o preconceito por classificar as pessoas necessariamente entre homens ou mulheres.

Como uma solução, esse tipo de linguagem propõe substituir o “o” e “a” nas palavras, que caracterizam o sujeito com quem nos comunicamos, por outros símbolos ou letras, por exemplo: amigxs, [email protected], todes.


Embora existam pessoas que concordem com o uso dessa linguagem, ela também é malvista por grande parte da população, que não acredita que esse seja o uso mais eficiente de nossa linguagem.

Esse é o caso de um professor da UAEMex (Universidade Autônoma do Estado do México). Nos últimos dias, ele tem sido conhecido por várias pessoas porque uma de suas falas viralizou nas redes sociais. Conforme contado pelo portal “Semana”, durante uma aula virtual, ele alertou os alunos sobre o uso das expressões de linguagem neutra, afirmando que tiraria da sua aula quem se comunicasse dessa maneira.

Contextualizando o assunto, o professor citou o caso de uma estudante mexicana chamada Andrea Escamilla, que chorou e exigiu que uma de suas colegas a chamasse de “companheire”, durante uma aula. O magistrado disse que só existem dois gêneros: masculino e feminino, e que no mundo dos animais existe “macho” e “fêmea”, não “machê” e “fêmee”. Ele foi denunciado pelos alunos nas redes sociais, e o caso viralizou.

Como se pode imaginar, o professor virou alvo de uma série de críticas de pessoas que acreditam que a linguagem neutra representa uma grande evolução no reconhecimento da diversidade. No entanto, também existem aqueles que ficaram ao seu lado e defenderam o seu modo de pensar.


Com toda a repercussão do caso, a UAEMex acabou se pronunciando através do Twitter. Em um comunicado, a instituição afirmou que os valores e princípios da integridade e inclusão são prioridade, e que não compartilha expressões como a do professor, pois vão contra a comunidade educacional e a sociedade.

A universidade ainda escreveu que os universitários devem se pautar por valores que “contribuam para o desenvolvimento profissional e humano de toda a sociedade, principalmente dos jovens”.

Mulher exibe bigode nas redes sociais e deixa de usar filtros para “derrubar padrões de beleza”

Artigo Anterior

Após quase 2 anos, casal desistiu da adoção de irmãos africanos e os abandonou em delegacia

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.