Comportamento

Professor universitário faz trabalho voluntário consertando respiradores em hospitais na pandemia

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O professor Edson Hung já consertou cerca de 15 aparelhos fundamentais no tratamento de pessoas com casos graves de covid-19.



É nos momentos de crise que vemos como as pessoas são de verdade. Em meio à pandemia de covid-19, muitas pessoas, por iniciativa própria, estão trabalhando como podem, tentando melhorar a qualidade do tratamento dos pacientes internados com casos graves do vírus.

Os leitos de UTI no Brasil estão, em sua maioria, ocupados e o constante uso dos aparelhos para ajudar na respiração desgasta-os rapidamente.

Um professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB) está trabalhando como voluntário em hospitais da capital federal, consertando respiradores. Desde o início deste ano, Edson Mintsu Hung usa seu tempo livre para ajudar no combate ao novo coronavírus, melhorando a qualidade de vida dos pacientes internados.


Segundo reportagem do G1, ele já consertou cerca de 15 aparelhos, que estavam parados nos hospitais. O projeto é de uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Chamada de “+Manutenção de Respiradores”, a ideia já proporcionou o conserto de mais de 2 mil respiradores no Brasil, mas o projeto teve as atividades encerradas em 2020. O professor decidiu trabalhar como voluntário, frequentando hospitais do DF duas ou três vezes na semana, para ajudar como pode.

Ele explicou que ficou sabendo do projeto no início da pandemia e que começou a trabalhar na iniciativa em abril do ano passado, mas em dezembro toda a estrutura foi encerrada. Com o conhecimento da área em que trabalha, o professor conta que alguns problemas podem ser resolvidos sem gastar dinheiro.

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Direitos autorias: arquivo pessoal.


Os equipamentos são caros, mas nem sempre é preciso desembolsar grandes quantias para que voltem a funcionar. Ele consertou três respiradores no Hran apenas trocando peças dos próprios equipamentos, de maneira rápida, eficiente e extremamente viável.

O Ministério Público do Trabalho reverteu multas trabalhistas para o projeto, um apoio financeiro que tem feito diferença na iniciativa do professor, mas que ainda é limitado.

Por isso, ele seleciona as máquinas que apresentam menos problemas, que conseguem ser resolvidos com valores entre R$10 mil e R$15 mil. Se a manutenção for cara demais, não vale a pena, já que é melhor comprar um equipamento novo.

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Direitos autorias: arquivo pessoal.


Os respiradores são essenciais no tratamento de pacientes que apresentam o quadro grave do novo coronavírus, e Brasília enfrenta cenários péssimos desde o início da pandemia, com hospitais entrando em colapso e o consumo de oxigênio subindo de forma exorbitante a cada mês.

Até o dia 22, os hospitais públicos locais receberam 1,8 milhão de metros cúbicos (m³) de oxigênio, o que representa alta de 112% na demanda, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

A Secretaria de Saúde explica que as enfermarias possuem limitação de espaço e leitos e, consequentemente, de pontos fixos de oxigênio, o que exige o uso de cilindros de portáteis para atender à demanda por atendimento.

Os profissionais de saúde compartilharam, nas últimas semanas, imagens de “gambiarras” que fazem, proporcionando oxigênio para mais de um paciente ao mesmo tempo. Em alguns casos, as ligações eram feitas até entre salas de internação diferentes.


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