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Professora brasileira é morta em frente à filha, em atentado na Alemanha

A brasileira Christiane Hartmann, de 49 anos, foi atacada pelas costas e sofreu um golpe de faca na garganta durante um atentado na cidade de Würzburg, na Alemanha, na última sexta-feira.



Ela morreu na frente da filha de apenas 11 anos, segundo o jornal Bild. As autoridades alemãs apuram o caso e a Promotoria suspeita de terrorismo, embora o agressor, um imigrante da Somália, tenha histórico de internações por problemas mentais.

A professora brasileira foi uma das três vítimas do ataque cometido pelo somali, de 24 anos, que foi preso após ser baleado na perna. O filho mais velho de Hartmann foi informado da tragédia pelas autoridades alemãs, por meio de um telefonema. Andras Pataki, de 20 anos, contou os detalhes à rede de TV RTL.

Pataki explicou que sua mãe e irmã estavam fazendo compras em uma loja no centro da cidade. Quando saíam da escada rolante, as duas se depararam com o corpo ensanguentado de uma mulher. Christiane teria ficado em choque e gritado.


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“Naquele momento o covarde vem por trás e corta sua garganta”, disse Pataki. “Ela não teve chance de fazer nada”, acrescentou.

De acordo com o jornal Bild, Christiane ainda tentou proteger a filha do ataque. A menina, no entanto, conseguiu se levantar e fugir. Na entrevista à TV alemã, Pataki relatou que sua irmã olhou nos olhos do assassino antes de correr.

“Ela pensou que se deitasse, morreria. Então ela se levantou e correu” descreveu o jovem. A menina sofreu ferimentos, mas sobreviveu.


Além dos três mortos, outras sete pessoas ficaram feridas. O suspeito foi baleado na perna antes de ser preso.

A polícia alemã ainda investiga a motivação dos ataques. De acordo com o Bild, o autor chegou à Alemanha como refugiado em maio de 2015 e vivia no país legalmente. Segundo o jornal, as autoridades alemãs encontraram material de propagando do Estado Islâmico em um abrigo onde o suspeito viveu.

A publicação alemã também informa que o somali teria gritado duas vezes “Deus é grande”, em idioma árabe, no momento em que foi detido. A frase costuma ser usada por terroristas jihadistas.


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