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Professora do DF dá ponto extra a aluno que tirar o Título de Eleitor

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A professora de sociologia Angela Rosário aliou a participação política com o interesse na sala de aula. A docente do Centro de Ensino 7 de Taguatinga passou a conceder um ponto extra, no segundo bimestre, aos estudantes que tirarem o Título de Eleitor e participarem das eleições deste ano. “Para o jovem, só tirar o título é uma bomba-relógio, se ele não tiver informações, se não estiver preparado. O título, por si só, não faz milagre, a informação, sim. Ela muda tudo”, afirma a educadora.

Angela, então, passou a promover debates no horário das aulas. “Assim que eu consigo trazer alguém, a gente faz. Não tem um dia específico. Mas a conscientização política está em todas as aulas”, explica. “Comecei fazendo palestras sobre políticas públicas e políticas sociais”, completa.

A orientadora conta que se surpreendeu quando ouviu uma aluna do 3ª ano do ensino médio dizer que odiava política. “Doeu-me na alma”, conta.

Desde então, ela relata que tem percebido mudanças de postura durante os intervalos e no convívio escolar. A professora ressaltou ainda que os alunos começaram a organizar a formação de grêmios estudantis após o início das palestras.

Todos os dias, chegam com o aplicativo de E-título aberto. Estão se sentindo orgulhosos, empoderados. É muito bom ver o jovem saindo da inércia”, celebra.

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Imagem licenciada: Depositphotos.com

Emissão de títulos no DF

A pouco menos de um mês para o fim do prazo de emissão de novos títulos de eleitor, 9.764 jovens entre 16 e 17 anos estão cadastrados no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). O número corresponde a 10,24% das 95.270 pessoas desta faixa etária, segundo o levantamento mais recente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

A quantidade é a menor registrada desde 2010, quando o grupo contabilizou 22.076 jovens menores de 18 anos com situação regularizada no TRE-DF.

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