Comportamento

Professora é suspensa de escola por 8 meses por mostrar fotos dela e de sua noiva

5 capa Professora e suspensa de escola por 8 meses por mostrar fotos dela e de sua noiva

A professora de artes, Stacy Bailey, foi afastada da escola depois que mostrou aos seus alunos uma fotografia dela e de sua noiva. Classificou o caso como homofobia e entrou na justiça para defender seus direitos!



Uma professora de artes do Texas, Estados Unidos, foi afastada das salas de aula depois que mostrou aos seus alunos da quarta série uma foto dela e de sua noiva. Era o primeiro dia de Stacy Bailey com aquela turma, e ela fez uma apresentação de slides mostrando fotos de sua vida, desde a infância.

Numa das imagens havia Julie Vazquez, companheira de Stacy há sete anos e sua noiva, à época. Elas estavam vestidas de Marlin e Dory, personagens do filme “Procurando Nemo”. A imagem não possui nada além disso, duas mulheres, lado a lado, fantasiadas de peixes e fazendo caretas. Não existe proximidade ou nenhum teor que vá além da ética exigida pelos profissionais da educação.

Mesmo assim, segundo o jornal The New York Times, essa fotografia desencadeou uma sucessão de reações de pais e funcionários do distrito escolar. A professora, de 34 anos, denunciou as atitudes que considerou como discriminatórias, e abriu um processo num tribunal federal em Dallas.


Bailey explica que sua carreira foi prejudicada quando foi acusada de mostrar “imagens inadequadas” para crianças, colocada em licença e informada de que seria transferida para outra escola.

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Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

Porém, o Distrito Mansfield de Educação Independente vê a situação de forma diferente, e explica que a professora não seguiu as diretrizes da região, que exigem que assuntos polêmicos sejam ensinados de maneira “imparcial e objetiva”. E que ela não deveria usar a sala de aula para transmitir convicções pessoais sobre questões políticas ou sectárias.

No processo, o diretor explicou que logo após a professora fazer a apresentação de slides, um pai havia reclamado que ela estava promovendo uma “agenda homossexual” nas aulas. Outros problemas já tinham sido relatados pelo mesmo pai, que reclamou quando a professora falou sobre o artista Jasper Johns, um pintor norte-americano e principal referência do movimento pop art no país.


Bailey foi convidada a renunciar ao posto de professora, mas se recusou, já que afirma que não fez nada de errado. O advogado da professora, Smith, destaca que ela demonstrou uma postura correta diante do caso, nunca utilizou palavras como “gay” ou “lésbica” em sala de aula, apenas afirmou que Julie era sua “futura esposa”. Além disso, ela jamais teria mencionado um termo de cunho sexual ou falado sobre o assunto com a turma.

Bailey se sentiu inconformada diante de toda a situação e explicou que a sua família tinha o direito de falar sobre sua família assim como todas as outras.

Dois anos depois do ocorrido, o distrito foi obrigado a pagar R$100 mil para a professora por discriminação, cerca de R$550 mil. Dentro do acordo, o distrito também terá que fornecer treinamento obrigatório sobre questões LGBTQ+ para a equipe de RH e equipe de aconselhamento.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Stacy Bailey.


O distrito ainda precisou retirar suas queixas, eliminar a suspensão de Stacy e fazer uma carta de recomendação, para que futuros empregadores pudessem contratá-la. Ela espera que essa seja uma mensagem de incentivo aos professores LGBTQ+ e um aviso aos intolerantes.

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