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Professora que agrediu criança de um ano em SP disse que estava brincando

Foto: Reprodução
Professora que agrediu crianca de um ano em SP disse que estava brincando

A diretora da escola particular onde a bebê de 1 ano e 10 meses foi agredida por uma professora, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, disse nesta quarta-feira (30), que, ao chamar a funcionária para mostrar as imagens, ela alegou que estava brincando com a menina.

Após o caso, a funcionária foi demitida da escola.

O caso ocorreu em uma escola do bairro Boqueirão, em Praia Grande. A mãe notou marcas vermelhas no rosto da criança ao buscá-la na escola no dia 15 de março.

Em imagens obtidas, é possível observar que a professora penteia o cabelo da menina e, em alguns momentos, age de forma grosseira, puxando os fios e fazendo movimentos bruscos com a cabeça da criança.

A diretora da escola, que preferiu não ser identificada, afirma que a professora foi estagiária do local em 2020 e que, durante a pandemia, ficou afastada devido as aulas online. “Em 2021, ela estava formada, entregou o currículo e a gente acabou contratando. O que a gente conheceu dela como estagiária foi uma pessoa tranquila, de boa família, que cuida da mãe que é uma pessoa doente, uma pessoa religiosa e de boa índole”, diz.

“Até perguntei para algumas mães e teve uma, inclusive, que disse que a criança tinha gostado muito dela. Realmente não sei o que aconteceu”, afirma a diretora.

A diretora explica que outra funcionária, que atua dentro do berçário, ao voltar da troca de uma criança percebeu que a bebê estava muito assustada. A professora, que cometeu a agressão, na ocasião, ficou sem graça por ter percebido que deixou a marca no rosto. “Essa funcionária me falou que aconteceu algo no berçário, que a criança saiu com uma marca no rosto e que ela não soube responder para a mãe o que havia acontecido”.

A diretora resolveu olhar as câmeras de monitoramento da escola e, em seguida, chamou a professora responsável pelas agressões contra a bebê de 1 ano. “Mostrei o ocorrido, perguntei o que houve para ela, o motivo de agir daquela forma e ela não soube responder, ficou sem saber o que falar”.

A diretora diz que imediatamente mandou a funcionária embora por justa causa. Segundo a diretora, a professora não tentou se defender em nenhum momento.

“Logo no começo, quando comecei a mostrar as imagens, ela falou ‘eu estava brincando’, mas depois quando começou a ver as imagens, abaixou a cabeça e disse duas vezes ‘não sei'”.

A diretora lembra que só foi possível a mãe e a escola detectarem a situação graças ao sistema de monitoramento disponível na unidade, onde os pais podem visualizar o que ocorre dentro da escola em tempo integral. “Graças à câmera de monitoramento pudemos tirar essa funcionária”.

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Criança de 1 ano é agredida por professora em escola particular em Praia Grande, SP – Direitos autorais: Arquivo Pessoal

Imagem da escola

No dia seguinte ao caso, a diretora conta que marcou uma reunião com a mãe da criança e ela não quis manter a filha na escola. Para a diretora, a situação está prejudicando bastante a imagem da instituição.

“A escola é uma vida, ali tenho 30 ou mais funcionários que dependem do trabalho, imagina [como está] a cabeça de todo mundo. É uma coisa bem difícil ter que passar por essa situação porque uma funcionária deu essa pisada na bola. E foi uma tremenda pisada na bola. Agora, todo mundo tem que pagar por isso”, desabafa.

A diretora conta que orientou as funcionárias, por algum tempo, a evitarem usar o uniforme da escola. “É capaz delas serem atacadas na rua. As pessoas não sabem separar, só sabem julgar. Na cabeça delas, na escola que tem 23 anos, que tem um nome, todo mundo ali bate em criança e é malvado”, afirma. Ainda assim, segundo ela, a instituição está recebendo apoio de muitos pais e ex-alunos, que estão dispostos a prestar depoimentos em favor da escola.

Professora que agrediu crianca de um ano em SP disse que estava brincando

Criança de 1 ano foi agredida por professora em escola particular em Praia Grande, SP – Direitos autorais: Reprodução.

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