Pessoas inspiradoras

Professoras brasileiras se unem para acabar com a fome de 50 famílias e arrecadam mais de R$ 13 mil!

A comunidade recebeu bem a campanha, e foi passando-a adiante, para que mais pessoas pudessem doar e ajudar as famílias vulneráveis.



A pandemia do novo coronavírus mudou completamente as configurações de vivências. Se antes o espaço público precisava ser preenchido, e as escolas e universidades viviam cheias, hoje as aulas passaram para o espaço privado, buscando frear o quanto for possível a disseminação do vírus.

De uma hora para outra, os profissionais da educação se viram tendo de lidar com a dinâmica das aulas on-line, mas a maioria sabia que nem todos os alunos conseguiriam acompanhar.

A realidade e a vulnerabilidade social fazem parte da maioria dos lugares, que tentam lidar com a situação, criando mecanismos e campanhas para atender quem precisa. Em 2013, o Programa Português Brasileiro para Migração Humanitária (PBMIH), da UFPR, em Curitiba, foi criado por professores e estudantes que ajudam no acolhimento de migrantes e refugiados vindos da Síria, Haiti e Venezuela.


Segundo reportagem do Ecoa UOL, os voluntários ofereciam aulas de português, além de diversas campanhas para integrá-las à sociedade. Mas a pandemia fez com que os 300 alunos parassem de frequentar as aulas, já que o local ficou fechado, e enfrentassem o desemprego e a hostilidade do mercado econômico.

As professoras que coordenam o PBMIH decidiram abrir uma vaquinha virtual, e batizaram a campanha de “Solidariedade na mesa”. Essa iniciativa entregou cerca de 450 cestas básicas desde junho do ano passado, mas agora estabeleceu uma nova meta: arrecadar R$ 15 mil para que quatro meses de doações estejam garantidos.

Como não conseguiram abrir turmas presenciais ou trabalhar com os alunos de maneira remota, eles precisaram informar sobre a covid-19 no próprio idioma dos migrantes e refugiados.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@solidariedade.namesa.


A iniciativa foi feita enquanto sociedade civil, e não incluiu a universidade ou qualquer órgão na arrecadação de fundos ou cestas básicas. As professoras sabiam que não poderiam deixar seus alunos se sentirem ainda mais desconectados da sociedade, distantes da família e passando por situações ruins, como o desemprego ou a fome. Por isso, como cidadãs, jamais deixariam que isso acontecesse diante de seus olhos.

As famílias receberam cestas básicas, frutas, verduras, legumes, cobertores, casacos e vários outros itens que alguns parceiros doaram. Uma das professoras explica que a população acreditou no projeto e fez com que ele viralizasse nas redes sociais e fosse divulgado boca a boca.

As entregas são planejadas para que não exista aglomeração, por isso, alguns protocolos precisam ser seguidos para garantir que voluntários e beneficiados fiquem protegidos. As famílias recebem senhas, algumas pessoas são responsáveis por preparar o local da entrega dos alimentos, deixando tudo higienizado e espaçado, conforme as normas de distanciamento social.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@solidariedade.namesa.


As famílias não se aglomeram, mas se sentem felizes em conseguir, por menor que o tempo seja, socializar-se. As doações podem ser feitas através do site destinado para a vaquinha virtual, para que mais famílias de migrantes e refugiados consigam sobreviver de maneira digna na pandemia.

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