Provavelmente você já se apagou para agradar a alguém, então pare e leia este texto!

4min. de leitura

Você já deve ter percebido que, quando está se sentindo iluminado(a), dá logo um jeito de se apagar.



A necessidade de se ignorar, e de se culpar por cuidar de si se torna mais forte que tudo.

Ainda bem que é possível mudar isso!

Ao nascer, o indivíduo passa a fazer parte de um mundo onde as regras explícitas e implícitas exercerão forte influência sobre ele. Enquanto este não amadurecer o suficiente para fazer as próprias perguntas e buscar, por si, as respostas, comportar-se-á como um filhote de passarinho aguardando a comidinha na boca. Infelizmente, isso dura muito tempo, porque não se ensina – na escola – a viver a vida. Passa-se uma vida inteira numa espécie de escravidão psicológica preso aos problemas dos outros e não se acolhendo a si mesmo.


A aceitação do jeito próprio de ser pode ser simples e natural, mas tudo é conduzido para que não o seja.

Aceitam-se crianças verdadeiras mas, passada a infância, coloca-se um ponto final nisso. Todos querem que você seja autêntico(a), sincero(a), mas quando isso acontece, chamam-no(a) de egoísta, “última bolacha do pacote”, quando você estava apenas experimentando usufruir o bem emanado do próprio centro.

Lembro-me de, na adolescência, confiar plenamente em minha intuição e viver plenamente o presente. E de fato eu não ficava pensando em nada. Não significava que fosse uma inconsequente, irresponsável, apenas aproveitava cada momento. Até que conheci uma pessoa, um rapaz extremamente controlador, que gostava de saber sobre cada passo meu, sobre cada pensamento.

Então, a todo momento, perguntava-me: “em que você está pensando?” E eu sempre respondia: “em nada!”


No início, ele não comentava, porém depois de um tempo de amizade, começou a se importar, até que um dia, num tom sarcástico e com bastante ironia, disse-me: “virou Buda, agora?” A partir daquela crítica, por um bom tempo, passei a desacreditar em mim, a entender que estava errada e deveria estar sempre a pensar em algo e, é claro, vivendo os problemas alheios, ainda que não pudesse solucioná-los.

Num contexto como esse, sem estrutura emocional, ou dependendo da fase que se esteja vivendo, a pessoa vai ceder aos julgamentos, portanto ficará vulnerável ao outro, que pretende subjugá-la. Desse modo, em vez de contribuir com a própria luz para eliminar a escuridão do mundo, passa a contribuir com a escuridão.

Como mudar ou não chegar a viver isso?

Buscando autoconhecimento, estudando mais sobre si, observando-se, prestando atenção aos próprios comportamentos, sensações e reações, ouvindo-se, confiando mais nas próprias escolhas e, por fim, conscientemente, atentando-se àquela voz interior que sempre sabe o que dizer para que a pessoa se sinta bem e se mantenha em primeiro lugar.

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

* Matéria atualizada em 08/01/2020 às 6:32






Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.