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Psicologia do perdão: a importância de perdoar para seguir em frente…

Você sabe o que é a psicologia do perdão? O conceito refere-se ao exercício de uma ação corajosa, a qual nos faz deixar o rancor que nos consome de lado, para aceitar situações do passado e seguirmos em frente.


Nesse artigo, vamos nos aprofundar sobre o assunto, falar de seus benefícios e também listar algumas dicas para que você pratique o desapego dos sentimentos ruins. O objetivo é gerar reflexões e mostrar a direção para viver com mais qualidade e bem-estar. Preparado?

A importância do perdão

Perdoar é conseguir se livrar das correntes que o sentimento de mágoa impõe — afinal, viver com uma raiva inesgotável é o mesmo que estar aprisionado. Isso vale tanto em relação ao outro quanto a nós mesmos. Somos limitados e, portanto, falhar faz parte de nossas vidas. Devemos usar o erro como um recurso capaz de gerar aprendizado e desenvolvimento, e não culpa.

Nesse sentido, é importante compreender que, durante a nossa trajetória, alguns deslizes serão cometidos. Isso é normal. Ao invés de ficarmos nos martirizando, podemos nos erguer, compreender a falha (tomar consciência), permitir se perdoar, crescer com o erro, não agindo da mesma forma, e seguir adiante.


Por ser algo natural do ser humano, podemos perceber a incompletude, também, nas pessoas que cruzam o nosso caminho. Contudo, com a capacidade de perdoar a si próprio, fica mais fácil praticar a empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro para tentar compreendê-lo e exercer o perdão.

Uma vez que isso acontece, não significa que uma ação foi esquecida e a ferida foi inteiramente curada. Entretanto, há força para superar o passado e viver o presente, planejando, também, um grandioso futuro.

Muitas pessoas, por não terem coragem de lidar com situações difíceis e botar uma pedra no que passou, acabam, inconscientemente, por praticar repetições de algumas experiências negativas, tentando superar algo.


Imagine alguém, por exemplo, que teve um relacionamento traumático com um companheiro muito abusivo e não conseguiu se expor durante a convivência. Essa relação, então, termina de maneira mal resolvida, com algumas coisas não ditas. Pode acontecer de essa pessoa, sem ter consciência disso, buscar por novos parceiros com comportamentos semelhantes ao anterior, na tentativa de assumir a responsabilidade da situação, posicionar-se e resolver, de uma vez por todas, a questão.

Se, no caso mencionado, existisse o enfrentamento da situação e, posteriormente, o perdão, a paz seria alcançada. Nesse caso, abrem-se muitas possibilidades sem nenhuma ligação com um evento que passou, mas todas envolvidas por paz e liberdade.

Os benefícios de praticar a psicologia do perdão

O rancor gera desgaste físico e emocional, podendo causar uma série de doenças, tais como a depressão, a ansiedade e os ataques de pânico. Além disso, os níveis de estresse acumulados no organismo originam alterações no sistema imunitário — o que possibilita o surgimento de várias enfermidades — e dificuldades cardíacas.

Estudos mostram que quando somos melhores no perdão, menor são os níveis de tensão, de ansiedade e de raiva que experimentamos em nosso dia a dia.

Ao manter uma relação de mágoa, nós permitimos sermos controlados por outra pessoa. A situação é revivida, constantemente, na cabeça, ligando a pessoa ao seu objeto de ressentimento. É preciso praticar a absolvição do causador do mal para romper esse vínculo e viver livremente.

O ódio coloca um fardo muito pesado nas costas de seu portador. Ele toma o lugar da felicidade e fecha portas para se viver intensamente experiências agradáveis, já que ocupa muito espaço. O sentimento nunca se satisfaz por completo e vem acompanhado de um gosto amargo que não se dissipa.

Não vale a pena viver assim! É possível ter uma vida muito mais prazerosa, positiva e leve com o perdão. Permita-se enfrentar os seus fantasmas internos e superá-los. Há muito para conquistar e construir.

4 dicas para liberar o perdão

Mesmo após a compreensão da psicologia do perdão e de todos os benefícios dela, agir segundo ela pode ser muito difícil. No entanto, é preciso passar por isso para viver melhor.

Vamos ajudá-lo a se desapegar do rancor com as 4 dicas que separamos a seguir. Confira!

1. O que aconteceu não será apagado

Vítimas não se esquecem, e nem precisam se esquecer, dos seus traumas. No entanto, elas podem aprender a perdoar e a viver com isso, sem serem atormentadas.

Ao agirem assim, não significa que a intensidade do que aconteceu diminuiu — algo ruim continua sendo ruim — mas, representa a aceitação do fato que fez parte da história e ficou no passado.


2. Perdoar é um processo

Em relação ao perdão, cada pessoa leva o seu próprio tempo. Não é preciso, imediatamente, voltar a agir da mesma forma com a outra pessoa.

Talvez, neste momento, você não esteja preparado para perdoar completamente, mas pode trabalhar para conseguir fazer isso. Pense em uma escala de 0 a 10, onde 10 é o patamar máximo de harmonia. Com o passar dos dias, a relação pode subir alguns pontos nessa régua, mesmo que nunca atinja o extremo.


3. Não é necessário que a outra pessoa aceite a sua oferta

Perdoar não é um sinal de fraqueza ou de ingenuidade. Ao contrário, fazer isso o coloca em posição de superioridade, imbuído do poder de limpar a alma de quem lhe fez algum mal.

Não é preciso esperar essa pessoa reconhecer o erro e dizer que sente muito. O perdão pode ser liberado sozinho, para o seu próprio benefício.


4. Praticar o perdão é um ato de amor-próprio

As pessoas que são capazes de perdoar as outras, merecendo ou não, vivem melhor. Elas não aceitam continuar na condição de vítimas. Com sabedoria, a raiva é substituída pela compaixão.

Ao enxergar e aceitar a condição incompleta do homem (inclusive a própria) e as vantagens de passar por cima dos conflitos, um ato de amor-próprio é praticado. Quem é capaz disso, quer viver livre e intensamente.

Usufrua você também de todos os benefícios do perdão. Deixe no passado as situações ruins e viva com amor, paz e alegria!

Gostou do nosso artigo sobre a psicologia do perdão? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe nos comentários! Que tal dar a sua opinião também e nos contar alguma experiência relacionada ao perdão em sua vida?





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