Quais são os seus ladrões de tempo?

Se já vieram nomes como celular, redes sociais, televisão, e-mails entre outros posso dizer que você está no caminho certo!

Estudando sobre esse tema, eu descobri que foi na década de 90 que o americano Alec Mackenzie, em uma de suas pesquisas, começou a usar essa expressão e identificou aproximadamente 30 ladrões do tempo.

Disto, inclusive, nasceu um livro. (“Armadilha do tempo”.)

Interessante, não?

Na época ele também mencionou filas de espera, engarrafamento, faxina, indecisão, compras de supermercado, conversas inúteis, conflitos não resolvidos, perda da noção de tempo, prioridades e objetivos confusos, perfeccionismo, falta de ordem, incapacidade de delegar, reuniões mal dirigidas, resistência a mudanças e assim por diante.

Concordo em gênero, número e grau que todos esses são fatores que influenciam (e muito!) na nossa gestão do tempo e como lidamos com as atividades que precisamos realizar.

O que na década de 90 não era possível prever era a acessibilidade que temos hoje.

Existe até uma meta do Governo para disponibilização de sinal de internet para todos os municípios, você sabia?

Outro episódio neste sentido foram as exigências da Fifa e de outras organizações desportivas para disponibilização de internet nas cidades sede dos jogos, você se lembra?

Eu tenho uma recordação muito clara desta época, pois trabalhei em projetos que, inclusive, envolveram a liberação da tecnologia 4G no Brasil.

Bom… mas o que isso tem a ver com os ladrões de tempo?

Minha resposta é: TUDO!

Quando você percebe que está dentro do metro e o seu celular fica sem serviço?

Qual a sua primeira reação? Quais os seus pensamentos e emoções?

Ficar olhando para o aparelho ou atualizando a página até ela abrir?

E quando você chega em um hotel, pergunta qual é a senha do wifi?

Fica ansioso? Irritado? Percebe uma mudança na sua vibração?

Parece que não, mas o acesso a muitas informações, com extrema facilidade e cada vez mais baixo custo tornou-se o grande mal deste século.

As pessoas estão cada vez mais dependentes de informações que não precisam!

O que antes era novo e interessante, pois nos proporcionou uma comunicação mais rápida e a distribuição democrática das informações, hoje é motivo para tratamento.

Quando falo que não assisto TV, algumas pessoas me olham e falam: em que planeta você vive?

Eu digo que eu vivo no planeta que eu escolho as informações que quero receber.

E olha que deste lado de cá está escrevendo uma pessoa que acordava e a primeira coisa que fazia era ligar o jornal local para saber das notícias. Hoje, quem escolhe o que vai ver e como vai ver sou eu!

Pois eu percebi que quem define o meu ritmo sou eu, que a quantidade de informação que estiver disponível não precisa ser necessariamente consumida por mim.

Que eu não sei e nunca saberei todas as informações do mundo e que está tudo bem!

Por isso, liberte-se da ditadura da informação! Você não está perdendo nada! O que precisa chegar a você chegará!

Como mesmo diz um grande guru da Alta Performance: Live, Love and Matter!

Com carinho,

Thais Lima

______________

Direitos autorais da imagem de capa: tomertu / 123RF Imagens



Deixe seu comentário