Qual o problema em falar bem dos filmes felizes também?

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#NarrativasQueInspiram – Ignorando uma narrativa depressiva

Quando se fala de um bom filme, um filme premiado, geralmente a crítica especializada sempre tem, na ponta da língua, um daqueles dramas de guerra que só mostra desgraça, ou sobre o submundo das cidades e a criminalidade, ou então aquele sobre o pior do ser humano como indicações.



Não desmerecendo filmes desse gênero, afinal há excelentes produções, não vou discordar.

Porém sempre me pergunto: Qual o problema em falar bem dos filmes felizes também?

Há ótimas produções que dentro de seu gênero que são merecedoras de elogios e até de prêmios, mas que aquele pessoal rabugento que nunca gosta de um “filme felizes”, apenas pelo fato de ser feliz, sempre fala mal. Arruma defeitos que muitas vezes ignoraria se fosse um drama e, principalmente, nunca indica a prêmios, muito menos premiaria um filme da lista dos felizes.

Seriam assim tão ruins? Claro que não, desde que se tenha em mente as características de cada gênero, a maioria dos filmes são boas produções.


Dizer que não gostou do final feliz de um filme quando fala de uma comédia romântica, ou do “clichê” quando o mocinho sempre ganhar ao fim de um filme de ação e aventura, é como dizer que filme do vampiro Drácula é historicamente incorreto. E como um filme sobre um VAMPIRO pode ser historicamente correto? Descobriram que vampiros existem e eu não fiquei sabendo?!

Por muito tempo, quando lia coisas assim, tentava entender qual a parte de “comédia romântica sempre ter um final feliz” não ficou claro. Ou que os mocinhos sempre vencem em filmes de ação e aventura é difícil entender. Porque eu entendia perfeitamente que no drama nada de bom ia acontecer, porque era um DRAMA. Que se tivesse um final feliz seria lucro.

Então, quando alguém me pergunta uma indicação de filme, tipo da lista dos melhores que vi, já que sou uma crítica; eu sempre respondo que vai depender se a pessoa quer ver um filme aclamado pela crítica mundial, ou ver um bom filme de um determinado gênero.


Muitas vezes é bom ignorar algumas indicações vindas daqueles críticos rabugentos já conhecidos. Porque já tive surpresas ao ignorar descontentes críticos. E por um tempo, antes de me tornar uma crítica de cinema, escolhia ver os filmes que a crítica “dormia” e corria dos que “aplaudia de pé”.

Hoje quando vou a cabines de imprensa, enquanto boa parte dos colegas de trabalho deixam a sala de cinema reclamando do filme, eu saio com um sorrindo no rosto, na maior parte das vezes!

Afinal tem filme que é ruim, seja lá o gênero que for, mesmo quando é sucesso de bilheteria!

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