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QUAL O SENTIDO DOS NOSSOS SONHOS?

Muitas vezes ouvimos a exclamação: “Tive um sonho tão louco esta noite!”. Estranhamente, eles sempre pareceram ter um sentido diferente para mim. Sempre guardaram alguma nitidez e mesmo quando abstratos pareciam revelar algum sentido. Costumava brincar, que sonhava com legenda.


O pensamento é uma energia sem forma e para ser compreendido utiliza roupagens que temporariamente o corporificam: assim nascem as palavras, a arte, os sonhos… Expressões que antes de significarem, são formadas por associações de experiências que cada um traz dentro de si.

Assim como o mar, trazemos no pensamento uma superfície aparente, que se revela em imagens consistentes e nítidas traduzidas em sentidos diretos (consciência) e uma intimidade profunda, que se conserva obscura (inconsciente), que guarda a parte incompreendida de nossa natureza.

Mas o nosso inconsciente também utiliza uma linguagem, que embora seja codificada, é revelada, muitas vezes, pelos sentimentos, que se manifestam em sensações, estranhamentos, atrações e repulsas, nos dando referências para aquilo que não compreendemos de imediato.


E é neste instante que emergem os sonhos. Seja como uma expansão direta da consciência, na qual nos deparamos com pessoas, lugares e situações reais,ou como, uma desfragmentação do inconsciente que transforma nossas experiências em símbolos, uma forma da nossa mente organizar o momento pelo qual passamos.

“Sonhei com uma cobra em minha cama, sendo que tudo estava cercado por uma água turva.” Pode parecer uma imagem sem sentido, se for lida de forma literal. No entanto, experimentamos abster dos julgamentos e substituir palavras por outros sentidos similares:


Cobra – Ameaça, Perigo, Veneno, …
Cama – Intimidade, interior, privacidade,…
Água – Vida, Emoção (lágrima), …
Turvo – Opaco, oculto,…

Junte novamente as palavras: “Sonhei que algo ameaça (cobra) a minha intimidade (cama), mas não consigo definir (turvo) emocionalmente (água).” Agora, há um sentido que caberá ser analisado com o momento pelo qual se vive.

Não atribuam a este exercício, qualquer definição profética ou mística, mas como um instrumento de autoconhecimento. Não descartemos as peças do nosso quebra-cabeça interior. Uma peça sozinha pode não ter um sentido aparente, mas as encaixe com outras e uma imagem importante pode ser revelada.

A loucura é apenas a incompreensão de uma realidade que não alcançamos, aprisionados ao momento e as convenções. Se a origem dos sonhos está diretamente ligada ao pensamento e nosso pensamento define o mundo o qual vivemos, também somos e vivemos o que sonhamos!





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