Quando a gente se dá valor, o mundo todo também dá



Você já deve ter ouvido isso de alguém: “Você precisa se dar valor! Saia dessa.”

E essa frase reflete muitas coisas de dentro de nós, porque desde pequenos ouvimos coisas dos nossos pais, que mais tarde acaba se transformando em nossa realidade. Por exemplo, meus avós sempre me diziam que eu era inteligente e minha mãe falava que eu era bagunceira. Adivinhe com qual referência de mim eu cresci? Pois é, ficamos com as referências dos outros e aplicamos como verdades para nossas vidas.

Agora, imagine quando temos familiares que não vivem bem com eles mesmos e acabam por jogar seus complexos em nós! Imagine também quando os pais se separam e os filhos são acusados de serem os causadores da separação.

São dores e marcas que ficam por toda vida e que refletem no nosso dia a dia e nas relações.

Aí você acha que não merece o amor do outro, até de maneira inconsciente, porque você foi uma “criança má”, que ficou muito “de castigo” ou que  precisa “sofrer” nos relacionamentos porque não foi boa. Tudo isso são traumas e dores que ficam e que não nos permitem enxergar de forma clara quem nós realmente somos e como devemos nos tratar.

A psicologia estuda muito todos esses casos e mostra a fundo todas as causas.

Quem não busca se conhecer e entender os seus porquês, fica à deriva, deixando os outros conduzirem suas vidas ou mesmo o seu próprio inconsciente direcionar seus destinos..

Para se valorizar é necessário aceitar todas as suas partes, as interiores e exteriores, da mais indesejada e tenebrosa aos seus olhos, até a mais linda e sublime.

É necessário se reconhecer como parte integrante do Universo, como um ser único, um ser em evolução.



Certa vez, uma amiga maravilhosa me falou para fazer um exercício. Confesso que foi um dos mais difíceis que já fiz! Ela me indicou a me olhar no espelho durante 15 dias por 15 minutos ao dia, sem pensar em nada. Os primeiros dias foram os mais complicados, olhava minhas cicatrizes, rugas e a olheira, o meu lado crítico “pegava pesado”. Os dias foram passando e algo surgiu, aos poucos me veio a aceitação, um amor que vinha de dentro, olhava o formato do meu rosto e lembrava do rosto da minha mãe, vinha-me o rosto da minha avó, aí veio o amor por ser quem eu sou e por onde eu vim. Como se tudo tivesse que ser como é na minha vida.

Depois de muitos dias, chegou de vez a tão temida aceitação. Uma crença nova, não mais a crença da perfeição que eu tinha que ser capa de revista para ser bonita e valorizada.

Foi chegando o amor-próprio, que se fixou com outras áreas da vida que precisam também ser desenvolvidas, que por um bom tempo eu pensei que não ajudariam, mas que vi que fazem TODA diferença: o trabalho, exercícios físicos, momentos com amigas, momentos com a família, aprender coisas novas, pegar sol, sorrir para os animais e cuidar de mim com carinho. Sim, “me mimar”, comer bem, gastar o meu dinheiro comigo e usar aquela roupa que me faz sentir linda!

Quando você olha para você e se valoriza, tudo à sua volta muda. As oportunidades chegam, as boas amizades e bons amores.

Porque agora você é completa, todo o mundo a reconhece e a valoriza.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.






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