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Quando desistir é ser mais forte que continuar…

A gente vive numa sociedade em que desistir é sinônimo de fraqueza. De quem não tem ambição. De quem não tem força de vontade. Não posso dizer que em alguns casos não seja. A desistência “nata”, como eu gosto de chamar, é uma forma de fuga. Fugir da dificuldade, daquilo que nos desafia, fugir do que nos amedronta.



É normal que a gente sinta medo de mudanças, de passos grandes, de coisas que não conhecemos. Ter medo significa que somos seres racionais saudáveis. A grande diferença é o que fazemos com nosso medo: se nos deixamos dominar ou se o encaramos e vemos por trás dele.

O amor não está imune ao medo. Mesmo quando preenchidos por tantas emoções, ainda podemos identificar o medo na espreita. Medo de sofrer, por ser feliz demais, medo de confiar, de ir frente, de assumir… Medo, puro e simples. Me pergunto se o medo é o que nos impele ao amor ou o que nos freia. Talvez faça o jogo duplo. A gente sabe que é preciso coragem para ser feliz. Quantas vezes já ouvimos isso? É preciso coragem para amar. É preciso coragem para se entregar.

Como o amor é um sentimento que nos faz sair de nós mesmos, não me surpreende que seja preciso CORAGEM. É preciso muita, aliás, para lidar com um sentimento tão amplo, tão complexo, tão especial. Aceitar o amor é aceitar que podemos receber alguém em nós e que podemos nos doar. Tem gente que não consegue, que se deixa vencer. Essa pessoa está fugindo. Ninguém pode julgar os seus motivos, mas ainda assim, está fugindo. Tem gente que deixa de experimentar histórias lindas (deixam de viver, na realidade), prováveis histórias especiais, momentos, pessoas, amores… Porque não consegue lidar com a euforia, as dúvidas, o temor, a angústia. O amor traz tantas outras coisas com ele. Não dá para lidar com o amor sendo raso. O amor é para pessoas fundas. Profundas.


Mas, ainda assim, o quanto é possível se doar, se esvaziar, se esgotar e não receber o necessário em troca para não se sentir vazio? Qual é o limite do aceitável? Tem gente que se vê na posição contrária. Ter medo de desistir. Se apega à tudo. Se apega ao que pode ser, ao que foi, ao que teria sido. Se agarra em cheiros, palavras soltas, interpretação de olhares, possíveis significados ocultos em mensagens de texto ou ocultos na entonação. Se deixar amar é difícil. Amar é difícil. Desistir parece, algumas vezes, quase impossível. Como conseguir desistir de um sonho? O amor, uma relação, é quase um sonho. Reflete nossos desejos, nossos pensamentos, nossas previsões.

É terrível a ideia de desistir e achar que se eu tentasse mais um pouco, talvez, dessa vez, ele percebesse. E aí, nos colocamos em dúvidas enlouquecedoras. “E se ele perceber que me ama, mas não tiver coragem de dizer?”, “E se ele não me ligar?”, “E se eu estiver fazendo a coisa errada?”, E se…  Sendo esse o seu caso, amiga, se o seu problema são esses ‘se’ quero te dizer para deixar um pouco do questionamento para ele. Deixa que ele pense “e se ela desistir?” ou “e se ela terminar comigo?” ou “e se ela cansar de sofrer?”.  Eu gosto de falar do amor próprio e, por mais repetitivo que pareça, é sempre nele que eu volto. Quando você se amar mais vai perceber que não vai querer receber parcelas porcas de amor e atenção. Vai perceber que não te satisfaz uma relação que não soma. Não te soma uma relação com um fantasma. Com um ausente. Com um insensível. Com um grosseiro. Com um estúpido. Com alguém que não te ama em retorno.

Nos casos em que a gente se doa e nunca recebe em troca, desistir não é fraqueza. É força. É coragem.


Não se esvazie. O amor é para que a gente transborde um ao outro. Dando e recebendo. Quando você desiste de uma relação que te esgota, você está dizendo ‘sim’ à ser feliz. E o sim à felicidade é aquele que nós devemos buscar.

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Por: Thainá Targino – Publicado Originalmente em: Superela

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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