Quando entendemos que acabou

É tão difícil admitir que terminou, que você não verá mais aquela pessoa, não passará os domingos sonolentos ao lado dela, não mandará uma mensagem quando algo acontecer a você. Não.

Tenho tantos amigos presos – realmente encarcerados – em relacionamentos porque não sabem lidar com a ausência de alguém. Não sabem o que fazer quando ficam carentes, sozinhos ou mesmo sem um contato para mandar uma mensagem de bom dia.

Acho isso triste. Além da dependência constante, não sabem quem realmente são como indivíduos, por puro medo de assimilar o fim.

Claro que cada caso é um caso, cada relacionamento tem suas nuances e particularidades, mas as pessoas se apegam tanto à presença de alguém, que não sabem reconhecer que, poxa, acabou. E tudo bem.

Sim, tudo bem! O mundo continua rodando, as pessoas continuam evoluindo, o jornal vai sair com novas notícias no dia seguinte. E você ficará bem.

Por pura experiência: quando a gente acha que atingiu um buraco, o tempo passa e percebemos que era apenas uma poça d’agua numa imensidão de experiências.

E eu lhe prometo: é tão bom aceitar que acabou! Desligar-se, dizer adeus, permitir que o outro se vá.

Claro que no começo não é fácil, saudade é um fato, lágrimas são consequências e a dor no peito pode surgir. Mas melhora. E você se tornará tão livre, tão leve ao dar tchau.

Mas não adianta fazer isso e ficar atrás, fuçando redes sociais e lembrando de momentos juntos. Aceite o fim e alimente-o: permita bloquear pensamentos, não sofra pelo “e se” e aproveite o seu presente, compreendendo que tudo é cíclico.

Pode terminar clichê?

Quando uma porta se fecha, uma janela se abre. Deixe sua alma respirar e aceitar os sentimentos, sejam eles tristes ou felizes.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf Imagens / ginasanders



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