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Quando esquecemos de ser mulheres?

Sábado passado participei de um retiro com a Paula Abreu, escritora e coach, entre tantas outras coisas. Chamava-se Bastante e foi no formato círculo de mulheres. Eu já havia participado de outros círculos e eu mesma já coordenei alguns, mas este foi diferente.


Aliás, cada reunião de mulheres é única. E nos esquecemos disso. Como nos esquecemos de ouvir nosso corpo, nosso útero, nossa ancestralidade. Ainda estou reflexiva após este sábado onde não rolaram rituais super especiais, na verdade foi uma celebração ao simples. Como na época das cavernas, quando as mulheres se reuniam enquanto os homens iam à caça.

Conversamos, rimos, choramos. Fizemos um altar coletivo – sem religião…cultuando o sagrado, na forma que fosse. Dançamos. Oramos. Meditamos. Comemos juntas. Nos abraçamos. E simplesmente fomos mulheres. Sem pressões, sem julgamentos, nos permitimos.

Muitas de nós já esquecemos que, antigamente, as mulheres eram sagradas. A sociedade já foi matriarcal.

Antes do cristianismo, os cultos eram essencialmente voltados a Grande Mãe. Na verdade, honrava-se um ser supremo, que se bipartia em Deus e Deusa. Ying e Yang. Homem e Mulher.


Quando falamos em sagrado feminino, falamos em resgate dessa energia, dessa sabedoria que está instalada nos nossos DNA´s… mas que fomos esquecendo e aprendendo a não exercitar.

Essencialmente, nossa natureza é intuitiva, sentimento… mas fomos nos masculinizando, abandonando essa essência feminina, para assumir papéis na sociedade atual – principalmente em nossas carreiras (mas não restrito à ela). E pior, muitas vezes, nós nos orgulhamos disso…de não chorar, de não ter intuição, de sermos 100% racionais.

Mas nossa essência não é essa! Nossa essência é lunar, é de fases… e entender isso e alinhar com esta energia, desperta um poder que estava adormecido e que pode levar nossas vidas para um patamar de realizações e inspirações que nem imaginávamos.


A dualidade faz parte da vida. Luz e sombra. Frio e quente. Feminino e Masculino. E só podemos ser completos quando trabalharmos estas duas energias essenciais em nossas personalidades.

Renegar nossa essência feminina é abrir mão de uma inteligência milenar.

Fica aqui meu convite para você, mulher, que lê este texto hoje: comece a observar o que seu corpo está lhe dizendo. Permita-se ouvir a sua intuição e aprenda a confiar nela. Passe mais tempo com a natureza e respeite os ciclos do seu corpo. Um novo mundo vai se abrir aos seus olhos, um mundo sutil, de energias, inspirações e intuições. O mundo precisa de mais mulheres.


Direitos autorais da imagem de capa: Simon Maage on Unsplash





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