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QUANDO EU NÃO QUIS ME DESPEDIR DO VERÃO…

Pode parecer clichê, mas eu vivia bem sozinha. De vez em quando, eu sentia falta de um abraço, de um carinho, porque afinal sou humana. Mas andava encarando bem essa história de ser mulher independente que não precisa de ninguém pra ser feliz.


O problema é que quando você se fecha e abafa sentimentos, emoções e vontades, não percebe mas está criando uma bomba relógio, que a qualquer momento pode explodir. Eu evitei tanto, eu me poupei tanto, porque já paguei um preço alto por me entregar sem pensar. Fui tão covarde que acabei caindo na minha própria armadilha.

Sufoquei tudo que fosse relacionado ao amor. Andava caminhando meio sem destino, mas até que estava feliz.

De repente olhei pra você, tudo o que eu sempre quis, vi seu sorriso, e senti de novo aquela sensação de querer. Há muito tempo eu não queria. Não queria nada, não queria ninguém.


Mas era só olhar pra você, que eu queria, que sentia vontade de te abraçar de te beijar, de ficar um pouquinho mais. Que engraçado, parece loucura. O que antes parecia completo, não passava de uma vida vazia. Eu precisei de apenas algumas horas e poucos minutos para me sentir viva outra vez. Mas eu não te contei, eu não te falei, eu só pensava e te olhava, e quanto mais eu via, mais eu te queria. Foi tão bom, foi tão rápido, foi um sonho talvez.

Eu não te vejo mais, não posso te tocar e agora já não vale a pena falar. É melhor esquecer e voltar para onde eu nunca deveria ter saído. Meu refúgio, minha fortaleza, o soldado fiel que me protege de mim mesma, meu orgulho.

Eu fechei mais uma vez a porta que eu queria abrir para você e agora vou embora triste por não poder me despedir. A porta já está trancada, e dessa vez não vai se abrir tão cedo, e não vou mentir que é por medo.


Talvez eu precise entender que pessoas vem e vão, por uma primavera ou talvez por um verão.





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