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Quando perdemos quem nunca quis nos amar, ganhamos a chance de conhecer quem queira

“Não se luta contra o destino; o melhor é deixar que nos pegue pelos cabelos e nos arraste até onde queira alçar-nos ou despenhar-nos.” (Machado de Assis)



Ninguém lida bem com o fim do amor. Nem a pessoa mais controlada do mundo. Somos formados por nossos sentimentos, por nossas experiências e por nossos sonhos, e quando um deles se rompe, parece que a alma se rasga em fatias.

Mas, com o tempo a dor vai sumindo, a dor diminuindo e a vontade em ser feliz voltando. E é a partir daí que a vida recomeça.

Uma das máximas da vida é: “Nunca implore um amor.” Nunca, nunca mesmo!

Quando temos que insistir para alguém ficar nas nossas vidas ou encontrar motivos para que ela fique, é porque o sentimento já morreu há tempos.


Confesso que admiro pessoas que permanecem em relacionamentos na esperança de salvá-los. Permanecer não é para qualquer um. É para os fortes. Porque é muito difícil esquecer as ofensas, enfrentar o medo da solidão e ter coragem de recomeçar. Permanecer em um relacionamento que já teve seu fim decretado é, praticamente, um período de sacrifício e tortura psicológica. Todos os dias você precisa se convencer de que há motivos para continuar, de que a pessoa vale a pena e de que aquele momento é passageiro. A questão é: até que ponto isso vale a pena?

Na minha opinião, quando um amor acaba, acaba. Simples assim! É necessário desatar os nós, liberar perdão e seguir a vida.

Não acredito que os anos de sofrimento valham mais a pena do que a felicidade que o destino nos reserva. Acho que devemos nos abrir para o novo e nos permitir! Então, se eu pudesse lhe dar um conselho, seria: deixe ir.


Deixe ir. Abandone o barco. Abra mão. Ninguém é âncora para segurar relacionamentos em meio às tempestades. É necessário entender que quando as pessoas não querem assumir um compromisso, arrumam as desculpas mais esfarrapadas e, por que não dizer, criativas: os signos são incompatíveis, os gostos musicais não batem e os horários de acordar são motivos de brigas homéricas.

Sabe, a vida é mais do que isso. Nem todo amor foi feito para durar. As pessoas mudam, as vontades e os sonhos também.

Os verdadeiros amores surgem nas eventualidades, nas horas inesperadas e das formas mais inusitadas. Acontece quando você desencana e se desliga do mundo. Mas, acredite, acontecem!

Não perca a oportunidade de ser feliz, porque o primeiro amor não deu certo. Não deixe seu amor passar por medo de sair dessa zona de conforto. Não esteja sempre procurando respostas, sinais, bocas. Destino gosta de pegar a gente de surpresa mesmo. Como dizia Machado de Assis: “Não se luta contra o destino; o melhor é deixar que nos pegue pelos cabelos e nos arraste até onde queira alçar-nos ou despenhar-nos.”

Permita-se viver um novo amor sem bagagens passadas e pare com a mania de achar que a vida tem a obrigação de recompensá-lo pelas batalhas vencidas.

A obrigação em ser feliz é sua! E só sua!

 

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Konstantin Tronin/123RF Imagens.

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