3min. de leitura

Quando somos companheiros, olhamos sem julgamento. É uma questão de empatia!

Desordem contemporânea – Como canta Caetano “alguma coisa está fora da ordem”. Talvez essa ordem esteja de fato   “desordenada”, talvez essa bagunça seja passageira. Talvez ainda haja muito que mexer e a bagunça alcance alturas inimagináveis.

Vivemos um tempo diferente, um tempo onde a vida parece tomar rumos dos mais adversos. Rumos a nível coletivo e individual, uma montanha russa de sentimentos, um cenário de infinitas possibilidades, de bons e maus momentos. Problemas, desencontros, reviravoltas… parece que esse mercúrio está mesmo retrógrado! Estamos todos juntos no mesmo barco. A solidão tanto nos grita, quando na verdade jamais estivemos tão unidos.


Quanto mais insano o mundo se mostra, mais humanidade floresce em nós. É como se cada situação estivesse aí para nos abrir os olhos adormecidos pelas escolhas erradas que vivemos. Escolhas nossas e de todos que estiveram aqui antes de nós, que nos faz dormir com os olhos abertos, enquanto a vida passa e pensamos estar vivendo. Em meio ao furacão, é impossível não acordar, é impossível não ter consciência das dores do mundo. E ao sentirmos na pele cada dor olhamos com compaixão para o outro e para nós mesmos.

Quem sente inevitavelmente enxerga que há um mundo de loucura estratosférica muito além do próprio umbigo.

Olhamos para o lado e vemos que todos caminhamos para a mesma estrada, cada um tropeçando na sua pedra e levantando.

Estamos lado a lado. Nenhum problema é maior que o outro, cada um conhece sua dor. A minha não é maior que a sua e vice-versa. Quando enxergamos de fato esse panorama, não há pena de si mesmo que perdure. Não é uma disputa, estamos aqui para compartilhar dores e amores. É a solidariedade que brota dessas conclusões que nos permite dividir de verdade a caminhada, o fardo. Tudo fica mais leve quando temos com quem construir e desconstruir idéias.


Ao ver o outro de verdade, sabemos que não estamos sós. A luta conjunta fica mais leve. É uma questão de empatia, de compaixão e não de achar soluções no outro. Palavras compartilhadas, ombros onde repousam lágrimas, mãos que se levam a caminhar lado a lado, cada dia uma sendo mais forte eu a outra. Ter alguém lado a lado na caminhada é o que nos tira da escuridão do mergulho em nossos próprios problemas.

Quando somos companheiros, quando temos companheiros, olhamos sem julgamento e vemos que somos feitos de luz e nossa vida é essa: refletir sempre no outro e vice-versa.






Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.