Quando um amor não pode se transformar em realidade…

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Enquanto vidas alimentam o seu sopro existencial, a chuva caí pela janela, e o meu coração toca ao ritmo de minhas emoções…



Tão certo como o nascer e o pôr do sol, mesmo que invisível aos nossos olhos pelas nuvens que deságuam as chuvas, é o bater do nosso coração, que abriga a nossa vida, que alimenta o corpo que guarda a alma, que vibra em forma de canção, deixando em seu “timbilirar” todo os sentimentos que nasceram em forma de canção, mesmo que o silêncio seja o grito que os guardas, porque é esta sua única opção…

A vida é um vento, um sopro, um grito de esperança, um rio de surpresas, cujas águas tocam a superfície da mente e de forma surpreendente mostra que podemos até dominar o lado racional, mas quando sentimentos nascem, banham-nos freneticamente a todo e a qualquer instante, e quanto mais tentamos controlar, mais molhados ficamos, porque há sensações que quando abrem espaço, não há outra forma, a não ser o molhar das emoções, que se encharcam com elas, e vamos ficando cada vez mais molhados, com o ritmo do tempo, com a força dos momentos…


Os olhos gritam o que o lado racional quer silenciar, a respiração muda e mostra que é em vão a nossa tentativa de querer controlar, o corpo mostra um significativo descompasso, as palavras morrem nos lábios, e na força presente ou na total ausência a memória busca por acontecimentos, seja de reforço negativo ou positivo, mas a fuga da lembrança é algo quase impossível de se viver. Porque inertes a força do coração, dominados pelo toque da alma, estamos sendo dominados por sentimentos que não pediram permissão para entrar, mas entraram e nem pediram se podiam ou não ficar, resolveram ficar e pronto…

E ao olhar no horizonte da esperança, quando vemos que não poderá ser alimentado como gostaríamos que fosse, por mais que seja contrário ao nosso querer, passamos a dar vagarosamente espaço para o nosso lado racional, e se não conseguimos isso fazer, temos logo que começar, para que a razão nos impeça de sofrer, quando vemos que aquilo que desejamos não possui evidência de se transformar em realidade…

O amor é o sentimento mais nobre que pode existir entre duas pessoas, mas se deixa de ser energia alimento e passa a ser sofrimento pela impossibilidade de se vivê-lo, pelas evidências de que o processo relacional não será possível, é preciso dar um jeito de trabalhá-lo, para não fazer dele sofrimento.


Afinal, amar é tornar o outro livre, e quando temos esta crença fundamentada dentro de nós, passamos a compreender que se o “Ser amado”, por algum motivo resolveu seguir sua vida em outro lado, só nos resta aceitar e torcer para que continue sendo feliz, porque este é o verdadeiro amor. Aquele que ama com toda a plenitude da alma, aquele que não é egoísta, aquele que deseja que o “Ser amado” seja feliz, mesmo que não seja lado a lado.

Aquele que torce para que tudo na vida do outro seja polo construtivo, seja paz, seja harmonia, aquele que entende, que se o Universo assim desenhou, é porque por algum motivo, para algum aprendizado, a ausência tinha que acontecer, mesmo que não consigamos arrefecer a força do sentir.

E a decisão que nos resta é continuar a alimentar o nosso polo positivo, a nossa força interna, é continuar a dia após dia acender o interruptor da fonte da felicidade interna, que precisa estar fundamentada no Uno, não no externo, e não na composição do Duo.

Felizes e plenos são aqueles que podem ter ao seu lado o “Ser amado”, feliz e pleno é aquele que quando a sua alma grita, pode fazer do seu grito realidade, não sonho que precisa adormecer antes de que ganhe força fecunda para virar realidade… Felizes e plenos são aqueles que puderam fazer de um amor um relacionamento construtivo, alimentado pela força mútua da cumplicidade, do respeito, da verdade, da intensidade. E quem não teve esta mesma oportunidade, não pode perder a esperança, é preciso acreditar que o Universo é sábio, e só nos tira algo ou não nos permite ter, quando precisa algo nos ensinar. Nem que seja aprender a verdadeiramente amar…

E verdadeiramente amar é certamente aceitar os desígnios da vida, é saber que quando não há esperança de o amor transformar em força fecunda de um lindo relacionar, é preciso continuar a alimentar o amor próprio, para continuar a vida fecunda no Uno, no amor a vida, no amor fraterno ao próximo, porque quando continuamos a dar o nosso melhor, podemos não ter tudo o que gostaríamos, mas certamente vamos receber tudo o que precisamos para o nosso processo de aprendizado neste grande e fecundo mar existencial que é a vida terrena…

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