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Quando a vida me surpreende, lanço mão da simplicidade, porque elaborações me desgastam

Pisando no chão…

Chorei para não me afogar, o peito quase que transbordava de um misto de emoções, os últimos dias foram intensos!



Alegria por chegar aos cinquenta anos, uma investida em ácidos que possam atenuar as marcas, um corte de cabelo novo, os hormônios não colaboram e o humor não desce da montanha-russa.

Apaixonada pela minha nova fase, um amor que não me prende e me entende, filhos adolescentes, um pouco parecidos, um pouco diferentes. Projetos profissionais, projetos para a reforma da casa, projetos de viajar, tudo acontecendo, tudo encaminhado.

A vida é surpreendente, a segurança de que tudo é eterno e nada é eterno.

Passei da fase de querer impressionar, quero ser como sou sem ter que disfarçar, consciente que não tenho o controle das coisas ao meu redor, só me concentro no meu próprio controle, sou descontrolada.


Então, as pessoas que amo já não estão todas aqui. Eu que pensei que as tesouradas a mais nos meus cabelos seriam a única dor do momento, ingenuamente, nem desconfiei que em seguida receberia uma no peito.

Não criei expectativa, vivenciei uma realidade dia após dia, agora acabou.

Segurei meu choro e no caminho ainda cuidei de quem precisava de socorro, continuei firme no controle do choro, busquei o iceberg mais próximo e enterrei a caixinha de jóias que continha minhas emoções, depois entendi que emoções congeladas permanecem preservadas, tive que me aquecer até queimar por dentro.

Iniciei o processo de luto adiado, no momento da despedida chorei até me esvaziar de mim, agora é resguardo e desintoxicação, um processo de fases e dentre elas tem o dias do perdão. Perdoei-me  por me trair.


O alívio me invade, um privilégio ser quem sou; moldei-me às duras provas, não sei o que é  mágoa  e nem rancor, estou em estado de graça, encantada por mim, não quero mais sentir dor.

Quando a vida me surpreende, lanço mão da simplicidade, porque elaborações desgastam. Ser ser resiliente, sei sorrir na desgraça, despir-me da armadura, vesti uma bata e piso descalça no chão.

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Direitos autorais da imagem de capa: pixabay – StockSnap-894430

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