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Quantos de nós conhecemos a nós mesmos?

Independente de qual religião, ideia, valor ou fé, tenho notado que muitas pessoas estão  buscando uma conexão com algo maior. Em geral, é isso que fazem quando fecham seus olhos, dobram seus joelhos, unem as mãos e/ou posicionam-se em flor-de-lótus.



Conexão com algo maior?

Numa linha do tempo, desde o início de tudo até os dias atuais, temos números que giram em torno de 13 bilhões de anos. Obviamente, nós (sapiens, terrestres, habitantes deste sistema solar, da Via Láctea, assim por diante) estamos no finalzinho desta linha, na ponta extrema, oposta ao Big Bang. Se ela fosse um calendário, estaríamos nos últimos minutos do dia 31 de dezembro. O nosso próprio sol só teria nascido no último dia de agosto (deste calendário). Então…

Quem somos nós?

Eu não quero misturar os assuntos, mas esta semana, no programa Master Chef Brasil, Yuko, uma tailandesa que vive por aqui há sete anos, disse que gostaria que as pessoas aceitassem que ela faz parte do grupo de pessoas que querem melhorar este país.

(Pausa para respirar fundo. Isso é lindo!)


Eu, como bom apaixonado por este Brasil que sou, imediatamente comecei a me perguntar: como nós podemos fazer este país ser melhor? Pelo menos para mim, está mais do que óbvio que muitas coisas não dependem do legislativo, do executivo ou do judiciário.

Bom dias, obrigados, por favores, desculpas, com licenças, cultivos, regas, podas, reciclagens, doações, sorrisos, ouvir o outro de boca fechada e tantas outras coisas, só dependem única e exclusivamente de cada brasileiro e brasileira. Essa cultura só é aprimorada quando mudamos a nós mesmos, quando cada um melhora a si.

Felizmente, as pessoas não desistiram de ser melhores.


Milhões de brasileiros buscam ler, compartilhar e comentar textos como este, para refletir, para criar algo bom dentro de si e do parceiro, amigos, pais, familiares… Diariamente, milhões de brasileiros fecham os olhos e buscam, incansavelmente, Deus, Luz, Paz, Sabedoria, Equilíbrio, um Amor infinito, algo maior, que os toque, os transforme e os faça ser luz como Ele mesmo.

E é incansavelmente porque nem sempre se prendem a uma só crença, eles migram, eles se abrem a novas teorias, novas ideias, novos valores, novas formas de Deus, ou, minimamente, de se conectar com A Fonte.

Por que você acha que está desconectado?

O que o leva a pensar que você e Deus, A Fonte, o Grande Arquiteto, o Eu Sou, como quiser chamar, estão desconectados? O que vai acontecer na sua vida quando você se conectar? Quanto tempo leva esta conexão?

Ou talvez a pergunta “certa” seja: e se você já está conectado?

Um cadáver pode não estar conectado, mas se você consegue pensar, criar, falar, dançar, comer, respirar, e fazer tantas coisas maravilhosas que só os vivos fazem… Será que você já não está conectado? Cogito ergo sum (Penso, logo existo).

Bilhões de dólares americanos são investidos em tecnologias em busca de conhecimento desta nossa imensa casa, o Universo. Não estou aqui a dizer que é certo ou errado, no entanto, eu vejo um problema, ou, uma dúvida nisto: será que conhecemos a Terra bem o bastante?

Quantos mistérios habitam o mar? E nas camadas inferiores de terras?

Ficamos deslumbrados com os postais de Dubai, Veneza, Paris e Berlim, mas quantos de nós conhecemos Jericoacoara (CE), Bonito (MS), Parque Estadual de Vila Velha (PR), Jalapão (TO), Ouro Preto (MG)?

Quantos de nós conhecemos a nós mesmos?

Quantos de nós temos a resposta na ponta da língua para a pergunta “quem eu sou?”?

Quando olhamos atentamente às imagens do Universo, identificamos grandes semelhanças entre o Cosmos e coisas até pequenas da Terra, como um olho humano, por exemplo. Ainda, raios nos céus se assemelham aos neurônios no cérebro.

Sob esta perspectiva, eu imagino a semelhança entre uma TV à cabo e nossa conexão com o Todo, por exemplo: se não tivermos com a antena mirando na fonte (satélite) correta, se não tivermos os cabos de alimentação e RCA (aquele de três cores) conectados corretamente, nunca receberemos os sinais para assistirmos ao que queremos ver.

Aí a grande pergunta: será que nossos cabos estão corretamente conectados?

Eu diria que o nosso RCA pode equivaler à conhecer a história, a astronomia e, a psico-neuro-mente-alguma-coisa). Talvez seja insano, mas se nós não conhecermos nossa história, nosso ambiente, isto é, como as coisas funcionam, e como e ou quem nós somos, talvez…

Nosce te ipsum (Conhece a ti mesmo).

Talvez estamos procurando algo lá fora que esteja aqui dentro, e vale para ambas as coisas, o planeta e o humano.

Permita-se encontrar Deus dentro de si.

Não faz sentido que Ele não esteja em ti, porque Ele é Tudo, e se Ele não está em ti, há uma falha grotesca no Universo, Ele não é, está, e isto muda tudo. Perceba a diferença entre “Eu Sou (tudo)” e “Eu estou (em quase tudo)”.

Encontre-o primeiro em si. Seja conectado a si mesmo. Seja Deus. Seja Luz. Seja a Vida.

A vida flui melhor e assim, tal como as bênçãos, os amores, a prosperidade, o saber.

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Direitos autorais da imagem de capa: rawpixel / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 27/06/2017 às 5:02





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