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Quaresma: reflexão, autoconhecimento e perdão

Quaresma: período cristão que dura quarenta dias, respeitado e praticado em outras religiões. O segredo: não é se privar de determinados prazeres, mas aprender o significado de cada um.

É na Quarta-feira de Cinzas que se inicia o tempo mais rico e profundo da liturgia. Durante estes quarenta dias, os cristãos costumam realizar muitas orações, jejum e momentos de penitência; acreditando ser um tempo de renovação. Mas para algumas vertentes espirituais, a quaresma é vista com outros olhos.


É um tempo de reflexão, resiliência e reforma íntima.

Estes dias servem para nos livrarmos dos velhos hábitos e nos purificarmos de dentro para fora” – explica a Cigana Kélida, médium, umbandista e terapeuta holística da Casa Espiritual Maria Madalena.

Há muitos anos, a Quaresma era vista como período ideal para que aqueles que tivessem cometido pecados pudessem voltar à fé. Por isso, tornou-se comum o jejum e as promessas que geralmente são realizadas com a privação de algo, mas o mais importante não é o que deixar de fazer algo, mas focar nas lições que se aprende com tais esforços.

“Não adianta fazer um ato de penitência, sem entender o verdadeiro sentido, o porquê de praticá-lo, só porque simplesmente abriu mão de um prazer. Esse é um momento para perdoar, ser perdoado e limpar-se de todas as emoções ruins e cargas negativas” – afirma.

No campo espiritual, acredita-se que o período mais tenso se dá nos 10 dias que antecedem ao Carnaval, devido o afastamento dos espíritos evoluídos da Terra, permanecendo apenas aqueles que evidenciam o melhor do pior, como drogas, cigarros, bebidas, etc. A Cigana Kélida alerta que quem não tem traços espirituais negativos, não começará tais práticas de uma hora para outra, “o aflorar é justamente para aquelas pessoas que já possuem vícios relacionados”.


Após esse tempo, conta-se mais 10 dias, quando se inicia a limpeza na Terra, então é comum que os atos praticados antes do carnaval apareçam, como crimes, delitos, doenças etc.

Vale ressaltar que independente da crença ou religião, não se deve fazer algo sem pensar nas consequências futuras, sejam terrenas ou espirituais. O indicado é viver a vida com consciência e curtir essa época com muita sabedoria.

Segundo Kélida, é preciso entender um pouco sobre espiritualidade para compreender a humanidade.

“Uma pessoa que possui conduta moral digna, pensamentos positivos, espiritualidade evoluída independente de religião, fica mais protegida de ataques e influências negativas” – resume.


Entretanto, não adianta apenas deixar velhos hábitos por alguns dias. É preciso aprender o malefício que isso gera, para que eles não voltem.

“Infelizmente o ser humano acredita em sua impunidade espiritual e por isso não busca sua evolução, e meu conselho é usar esses quarenta dias para realizar essa reflexão e investir no autoconhecimento sem deixar de se divertir” – finaliza Cigana Kélida.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / palinchakolha





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