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Que saibamos o tempo de fugir do que é tóxico. Precisamos soltar o que não for responsabilidade nossa!

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Ouvi um áudio certa vez de autor desconhecido que dizia o seguinte:



“Veneno é tudo aquilo que esteja além do que precisamos, seja amor, raiva, ódio, comida, ambição ou poder.”

“E o Medo? Medo é não aceitação de incerteza, se a aceitamos, vira aventura;

A inveja é a não aceitação do bem no outro, se aceitamos o bem, ele se torna inspiração;


E a raiva, mestre? O autor dizia – Raiva é não aceitação do que está além de nosso controle, se aceitamos, ela se torna tolerância;

E o ódio é a não aceitação das pessoas como são, se aceitamos, incondicionalmente, torna-se amor.

E a mais linda parte do áudio definia a Maturidade espiritual. Maturidade é parar de querer mudar o outro, é se concentrar em mudar a si mesmo, aceitar as pessoas como são. É entender que todos estão certos em sua própria perspectiva.

É quando você aprende a deixar ir, quando é capaz de não criar expectativa em relacionamento e se doa pelo bem de se doar. É finalmente entender que o que você faz, você faz para sua própria paz; é parar de querer provar para o mundo o quão inteligente você é; é não buscar aprovação, parar de se comparar com os outros.


É conseguir estar em paz consigo mesmo, distinguir o precisar do querer, é ser capaz de deixar ir o seu querer.”

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A nossa vida nos prega tantas peças, tudo muda constantemente e nós não estamos adaptados para encarar os balanços da vida. Queremos e fomos programados para a estabilidade, ao sinal de qualquer terremoto, nós nos desesperamos e corremos o grave risco de cair no abismo.

Porque temos medo. Medo do desconhecido, medo do novo, medo de mudar de ideia, de trocar de cidade, medo de errar, de arrepender, medo de arriscar, de cair. Vivemos estáticos, numa lenta marcha que só nos leva aos mesmos lugares para ver as mesmas cenas e caras. Temos medo de encarar as aventuras, de descobrir que o desconhecido pode ser bom, que o novo pode ser melhor, que o inesperado pode surpreender de um jeito bom.


Sentimos raiva quando a vida não anda como programamos e como queremos, sentimos necessidade de ditar os moldes que os outros devem se encaixar, somos exigentes, egoístas e intolerantes, porque nos esquecemos que nossa vida não é um aparelho de TV em que temos o controle a um toque; não toleramos perder o controle, queremos mandar e mudar o outro, esquecemos que só temos poder de mudar a nós mesmos, ninguém tem obrigação e encargo pela vida de quem quer que seja. Cada um está aqui para viver ao seu modo, ao seu jeito.

Precisamos ser capazes de perder o controle, às vezes, de sentir dores, de deixar vir, mas de deixar ir também. Tudo tem prazo, ninguém pode se prender ao que machuca, queima, arde; a vida não foi feita para ser suportada, mas sim aliviada, levada, leve, como brisa, jamais como brasa.

Que saibamos o tempo de fugir do que é tóxico, do que não combina e não engrena; precisamos soltar o que não for responsabilidade nossa; que toda culpa vá embora; que o querer e o precisar sejam paralelos, definidos, delimitados e distintos;

O mais importante é que você amadureça! Que entenda que todo ponto de vista tem a vista de dois pontos e que todos estamos certos em nossas próprias perspectivas, crenças e ideais.


Que não precisamos provar nada para senhor ninguém, que brindemos nosso sucesso, e que tenhamos maturidade e inteligência suficientes para saber e entender o tempo certo de cada coisa em nossas vidas. Tempo de ir. Tempo de vir. Tempo de ficar e tempo de partir. E partir inteiros, ímpares, singulares e autênticos.

Sem meio amor, meio termo ou qualquer meio. Merecemos o todo, e somos completos. Nos bastamos em nós e nossa paz, é escolha nossa.

Fuja do trabalho que enlouquece, abandone a relação que adoece, grite aos quatro cantos suas dores e medos. Aprenda a viver por você e faça-se feliz, porque isso é compromisso seu consigo mesmo, de ninguém mais.

Vive mais e vive bem quem tem o poder de adaptação, quem tem flexibilidade, quando o terremoto vem, escapa aquele que tem molas para balançar e não cair. O Apostolo Paulo disse: Eu sei ter dinheiro, eu sei ficar pobre, ser elogiado, perseguido, dormir no chão ou colchão.


A mensagem é clara: Quando as lutas chegarem, balance, dance, seja flexível, tolerante e adapte-se às situações que servem de provações em suas vidas. O importante é não se deixar cair.

Assista ao vídeo:


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Direitos autorais da imagem de capa: lzflzf / 123RF Imagens

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