Que seja amor…

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Tira essa indiferença do meu caminho, porque eu quero passar, mesmo que sozinho, com todo o exagero do meu amor.

Vamos falar de mão na mão, olho no olho, de beijo, de olhar profundo, vamos calar o mundo e enfim falar de mim e de você, que juntos, podemos espalhar calor, que como flor, deixa seu perfume, sua beleza e a certeza de que ninguém caminha sozinho. Vamos abraçar com vontade, porque abraço bom é aquele que penetra, manso, no silêncio do outro.



Precisamos ser menos intolerantes, mais amantes, menos críticos, mais atentos, porque o outro nada mais é do que você mesmo em algum momento do tempo, ele age como um reflexo do que você mostra ou tenta esconder, às vezes daquilo que o faz sofrer. O outro é seu espelho, aquele mesmo outro que você critica ou condena, ele é você ontem ou amanhã, é seu direito ou seu avesso, e não há preço que pague um pouco da sua compreensão.

Quando uma pessoa pisa na outra geralmente não percebe que abre, naquele instante, sua própria ferida e a vida que sempre cobra, traz a dívida aumentada.

Vamos parar de racionalizar tudo, vamos então sentir e perder o medo de nos expor. Precisamos ignorar nosso egoísmo, às vezes,forte.

Ache seu norte, ame, não importa se você recebe amor de volta ou não, faça sua parte, tenha compaixão e deixe tudo de melhor que você tem transbordar, deixe fluir e fugir do seu peito, porque o desmerecimento do outro só existe na sua imaginação.


Somos todos iguais, na medida em que estamos sempre em busca de compreensão, de sermos aceitos pela maioria, porque o ser humano precisa se sentir amado, acolhido. Que tal deixarmos a esperança (última que morre) resistindo sempre, bravamente, buscando talvez um bocadinho de afeto, uma carta de alforria, um peito aberto que a acolha no grupo, na tribo, na maioria?

Compactuar com a injustiça? Não! Apontar o dedo acusador para o outro também não é bom, porque só traz desgosto, para ele e para você. Sentir ódio? Jamais! Nem adianta dizer que tanto faz, porque aí você se omite e se omitindo de uma ação, compactua com o não.

Amar é a plenitude que você sente e deixa fluir, é se entregar sem medidas e ir, ao encontro no outro, de sua própria essência.

Ame o estranho, o familiar, o cachorro, o gato, o vizinho, o namorado, o amante, o que julgam louco, o importante é amar.


Ame também o distante, que não está nem aí pra você e assim amando, se entregue, porque nesse instante, com um olhar cheio de calma, você verá que o outro é apenas você mesmo, sua essência, sua cara, sua alma.

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Direitos autorais da imagem de capa: josh peterson on Unsplash

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