Quem aí que nunca sentiu culpa com seu filho?



Costumo dizer que junto com nosso filho damos à luz a culpa.

Uma culpa que passa a ser nossa companheira e que nos persegue a todo momento, quando deixamos o filho (a) em casa para irmos ao salão cuidar um pouco da gente, quando saímos para tomar um café com um (a) amigo (a), quando deixamos de comprar aquela sandália linda para a criança, para compramos uma blusinha da estação e, o jantar ou viagem romântica com nosso (a) companheiro (a)? Nem pensar!

E a culpa por trabalhar fora? Se trabalha, sente culpa por deixar a criança com outra pessoa, se não trabalha sente culpar por não poder proporcionar “um futuro melhor” para seu (sua) filho (a).

E você está lá, tentando desempenhar o melhor papel que desempenhará na vida: ser mãe, ser Pai! Até o em momento que… faltam recursos afetivos. Então, o assunto fica mais sério ainda, a culpa é muito maior. Tem que dar ao seu filho (a) o que você nunca recebeu… orientações claras, palavras de carinho, toque e tantas outras coisas que lhe faltaram quando criança.

Diante disso, é necessário compreendermos que, se você não ouviu dos seus pais palavras carinhosas, é bem provável que você tenha dificuldade de expressar através de palavras o seu amor por seu filho (a).

Mas tenha certeza de que você demonstra de outra forma, da forma que você percebeu/sentiu o amor de seus pais, de repente naquele leite quente que a mãe preparava quando você estava com tosse, na comida que era feita com tanto carinho ou nas horas que seus pais trabalhavam arduamente para que nada lhe faltasse.

Compreenda, não era possível aos seus pais oferecerem algo que eles também não receberam dos pais deles.

O que quero dizer agora é: Fique calma, mamãe! Fique calmo, papai! Você não pode dar o que não tem! Mas se você está sentindo culpa por isso, é sinal que você trouxe à consciência algo necessário a ser trabalhado, melhorado e adaptado. A partir do momento em que você traz para consciência algo, você pode ter certeza que irá criar formas de desenvolver o recurso afetivo que lhe falta. Seja buscando ajuda de um profissional, conselhos com um amigo, em livros, enfim, você tem a maior ferramenta que é possível ao ser humano: o amor!



Você sabe o tamanho do amor que sente por seu (sua) filho (a) e este amor é o necessário para que nada falte a ele (a).

Esse amor é o combustível necessário para que você desenvolva todos os recursos afetivos dos quais ele precisa. Fiquem em paz e tudo dará certo.

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Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: bugphai / 123RF Imagens






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