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“Quem diria que aquele garoto que trabalhava de frentista desde seus 17 anos iria viver da arte?”

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O baiano de Capim Grosso, município de 30 mil habitantes no semiárido de Jacobina, usou a internet como grande aliada para levar suas obras de artes representantes do sertão nordestino para o resto do Brasil – e do mundo!

Hoje, quadros assinados pelo artista estão espalhados por mais de 30 países, da América Latina à Europa.

“Frentista que virou artista”

No início deste mês, Eduardo realizou uma exposição na Art Lab Gallery, uma das maiores galerias de arte de São Paulo (SP).

“O frentista que virou artista. Estou muito feliz em poder realizar essa exposição em São Paulo […], onde muitos puderam conferir de perto o meu trabalho”, comemorou o pintor em um post no Instagram, cujo perfil acumula quase 80 mil seguidores.

As encomendas para Eduardo não param de chegar desde que seu trabalho passou a ser conhecido – e celebrado nas redes sociais. Produzindo quadros como nunca, o baiano também começou a vender camisetas, canecas e pôsteres que exaltam sua cultura.

artista

Direitos autorais: reprodução

Início da carreira

O começo da carreira artística de Eduardo foi difícil e cheio de obstáculos. Seu primeiro contato com a arte foi na olaria em que seu pai trabalhava com cerâmicas fabricando telhas.

Quando criança, aos 8 anos, ele fazia visitas e brincava de construir esculturas com o pai. Na escola, adorava fazer desenhos.

Já na adolescência, ainda não acreditava na ideia de seguir uma “carreira séria” como pintor – tanto que foi trabalhar como frentista.

“Comecei a pintar quadros para mim mesmo e para a minha família no meu tempo livre”, explicou. Sua primeira obra foi um presente para a esposa, Aparecida Cruz, que seria pendurada na parede de sua loja, como decoração.

No entanto, um cliente pediu para comprar e o casal decidiu vender. Pouco depois, Eduardo fez outro quadro para pendurar no mesmo lugar — e outra pessoa quis comprar!

“Foi natural assim começar a vender. Eu passei a fazer pinturas depois que chegava do trabalho para vender. Virei um frentista artista”, brincou. Após 9 anos trabalhando em um posto de combustíveis, ele decidiu que queria fazer carreira como artista plástico.

“Eu peguei minhas telas, comprei um carrinho bem velho e passei a viajar pela região para expor em praças públicas do interior. Eu era como um ambulante de arte”, disse o artista.

Nos meses seguintes, encontrou muitas dificuldades para conseguir vender seus quadros, chegando até a pensar em voltar para o emprego fixo.

Reconhecimento na internet

Foi graças às redes sociais que Eduardo conseguiu o reconhecimento tão merecido. Em 2010, ele criou sua primeira página no Facebook, que não demorou muito para conquistar milhares de seguidores.

“No começo, as pinturas tinham 12 curtidas, era muito pouco. Então eu sempre pedia para que as pessoas começassem a curtir e compartilhar. Foi andando até chegar no que é hoje”, contou.

Hoje aos 44 anos, o artista já enviou suas obras para dezenas de países espalhados pelo mundo. “A recepção é sensacional, para mim é ótimo. A página que eu fiz no Instagram há dois anos é o que mais ajuda”.

No ano passado, os quadros de Edu chegaram ao influenciador Felipe Neto, que encomendou um retrato com o estilo de pintura do sertão nordestino.

“O Felipe Neto viu, no Twitter, a minha obra de releitura da Monalisa e do Van Gogh. Foi por acaso mas ele gostou muito e entrou em contato comigo. Eu fiz e ele gostou tanto que depois entrou em contato para eu fazer um da namorada dele”, contou.

De lá pra cá, várias celebridades também entraram em contato para solicitar seus próprios retratos e quadros decorativos. Para Eduardo, esse é apenas o começo. “Eu quero levar o meu trabalho o mais alto que eu puder levar”, afirmou o artista.

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