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Quem é Santo e quem é louco?

Ser santa é ter o cabelo com o corte de uma vida toda e sonhar em pintar ele de vermelho ou quem sabe azul. É usar a roupa de mocinha bem comportada, nada de saia curta, mas desejar usar aquele decote de escandalizar.



É sentar na mesma mesa do mesmo restaurante por anos a fio e imaginar em estar naquela boate dançando até o sol raiar. É passar a vida inteira sonhando com o casamento perfeito, mas não ter coragem de se declarar.

É não sair no frio, não dançar na chuva, não andar descalço e não tomar sorvete por medo de pegar um resfriado. É viver no “se”, “talvez”, “quem sabe”, “um dia” e “vou deixar para amanhã”. É ficar trancafiado no quarto estudando e ver a vida passar pela janela.

É andar na linha, como a sociedade prevê. Ser o que a família e os amigos desejam. Viver em uma redoma de vidro, porque assim é mais confortável.


Não há tombos, feridas. Mas também não há experiência. Santo é passar pela vida sem vivê-la, por medo ou comodismo. Afinal a família dela acredita que você é bom moço.

Ser louco é fazer uns dreads coloridos no cabelo. É usar aquele vestido justo, com decote e um belo salto. Batom vermelho, roxo ou da cor que você acha que lhe cai bem. É ser o doidão da sala e ter as melhores notas ou não. É nem querer estudar, Steve Jobs, revolucionou um mundo sem concluir a faculdade.

É querer comer comida japonesa, francesa ou um belo sanduíche bem porcão. Louco é ir para balada na sexta-feira e voltar só no domingo. É ver seu crush e se declarar. É sair com o cara perfeito, depois se arrepender e sair correndo. É acreditar que Brasília tem uma bela praia.

É desistir do casamento, mesmo até com a festa paga, porque descobriu que ele não vai te fazer feliz. É sair de um casamento de dez anos, porque você se apaixonou por outro. É anunciar que está casada com outra mulher há sete anos e se amam como um casal qualquer, afinal amor é amor em qualquer lugar e de qualquer gênero.


É dançar na chuva, é cair e levantar, é viver conforme vê sua felicidade. É não se conformar ou viver conforme padrões e rótulos da sociedade. É dizer o que você pensa e aceitar as diferenças. É usar o que quiser e se sentir bem.

Cada um escolhe o que é melhor pra si, santo ou louco ou um pouco de cada coisa. Só não vale viver a vida com medo de ser o que realmente é.

Afinal quem é louco e quem é santo?


Prece de um amor leve…

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