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Quem não se ama, não sabe o que é amor e, consequentemente, não é capaz de amar a ninguém.

Quanto mais se coloca amor na própria vida, mais amorosa a pessoa se torna. Portanto, só quando me dou amor genuíno posso dar amor genuíno para o outro.

Muito se tem falado em autoestima que, como define o próprio nome, representa a estima que cada um necessita desenvolver por si mesmo, a fim de sentir-se mais forte e resoluto na vida.



Mais do que estimar é amar assim o autoamor corresponde a nossa própria capacidade de amar.

Desenvolvemos nossa autoestima quando, na sinceridade de nossas reflexões mais íntimas, entendemos que agimos bem conosco mesmos e com os outros.

Nossa autoestima está relacionada com o nosso proceder; sentindo-nos satisfeitos conosco mesmos, ela se eleva.

As consequências são muito benéficas, pois passamos a cuidar melhor de nossa saúde física e emocional, considerando-nos merecedores desse bem-estar. Do contrário, quando nos envolvemos em sentimentos negativos de mágoa, revolta e culpa, nossa autoestima entra em declive, não gostamos do que somos e passamos a “castigar” nosso corpo e nosso espírito.

Esta é a origem de muitas doenças, inclusive a depressão. Sendo esse um processo inconsciente, faz-se necessário que busquemos nos conhecer e, dessa forma, saibamos identificar as imperfeições que nos levam a proceder de maneira a impor em nossas consciências sentimentos desprezíveis por nós mesmos.


Existem atualmente muitas propostas e exercícios destinados a elevar a autoestima das pessoas, mas o princípio básico é um só: proceda de acordo com a sua consciência.

Essa “voz interior” não nos poupa; podemos enganar a todos, mas ela sabe exatamente quem somos, o que sentimos e quais as nossas reais intenções.

Ao nos esforçar em agir sempre da melhor maneira, dando o máximo de nós mesmos, nossa consciência se dilata nos deixando satisfeitos conosco.


Assim gostamos da imagem que refletimos no espelho de nossas almas e nos sentimos com ânimo revigorado para enfrentar todas as dificuldades que se apresentem em nossas vidas, afinal, sabemos que merecemos viver bem.

O exercício contínuo da autoestima leva a pessoa a desenvolver amor por si mesmo.

O maior significado da existência humana está no amor, por isso é um assunto tão presente agora e sempre. Entretanto, enquanto buscarmos abastecer-nos de amor no outro, reivindicando-lhe esse sentimento; fatalmente encontraremos a desilusão. Daí tantos equívocos ao tomar como amor os sentimentos mesquinhos da inveja, do ciúme e do apego.

O amor é um sentimento que se desenvolve dentro de cada um e, só a partir daí, pode se expandir aos outros. Quem não se ama, não sabe o que é amor e, consequentemente, não é capaz de amar a ninguém.

Quanto mais se coloca amor na própria vida, mais amorosa a pessoa se torna. Portanto, só quando me dou amor genuíno posso dar amor genuíno para o outro.

Boas reflexões!

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Direitos autorais da imagem de capa: rido / 123RF Imagens

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