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Quem realmente lhe desaponta: as pessoas e circunstâncias, ou os pensamentos que você tem sobre elas?

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A coisa mais comum é nós mergulharmos em decepção, tristeza, raiva, confusão ou sensação de impotência quando nos vemos sendo protagonistas de uma cena atuando como vítimas de alguém ou de alguma situação.



Isso é muito comum e ocorre nos mais diferentes contextos das nossas vidas: é um cônjuge que deveria agir assim ou assado, e isso nos chateia; é o nosso vizinho que faz sempre algo com o que nós não concordamos; é o nosso filho que não arruma o quarto como ordenamos; é o nosso colega de trabalho que nos trata de uma forma que nós não gostamos; é aquele pai que nunca reconhece todo o nosso esforço; etc… São inúmeros os exemplos que temos nas nossas vidas, assim como vários são os casos onde isso pode ser aplicado.

Claro que nossas chateações nos são até bastante úteis, pois nos servem de assunto que alimentam as nossas conversas e lamúrias cotidianas. Mas a verdade é: nossas chateações e conflitos nem sempre são causadas por todos esses personagens – pelo menos não diretamente. Por mais estranho que isso lhe possa soar, a verdade é que muitas das suas mágoas, raivas, ressentimentos e tristezas são causadas por nada menos do que os seus pensamentos que teimam em querer discutir com a realidade.

A história que você conta e pela qual você sofre é uma história sobre como você pensa que algo deveria ser. E, para sua decepção(pois é), essa história é fruto da sua expectativa que em nada(nada mesmo) correspode a realidade. Ou seja, o seu sofrimento pode ter origem na sua necessidade de que algo ou alguém sejam exatamente aquilo que não são.


“Quando discordo da realidade, perco – só cem por cento das vezes.” – Byron Katie

Uma vez ciente disso, cabe fazer um pequeno trabalho consigo próprio para perceber o quanto os seus pensamentos podem estar a criar o seu próprio sofrimento.

Há um exercício muito utilizado em Coaching criado por Byron Katie(1942), americana, cujo nome é, sugestivamente, O Trabalho. Ele vem com uma série de inquéritos a serem aplicados sempre que nós estivermos simplesmente chateados ou até mesmo enfurecidos com alguém ou alguma situação.

Segue a lista com as perguntas. Caso deseje, faça-o. Esteja calmo, com a mente aberta e seja muito sincero nas respostas. Escreva o nome de quem ou do que, e o tipo de sentimento real que essa pessoa ou isso lhe causam.


Convém fazer com uma pessoa ou uma situação por vez.


O Trabalho

1º) Quem é que o enfurece, confunde, entristece, ou desilude, e porque razões? O que não gosta neles?


2º) Como deseja que eles mudem? O que quer que eles façam?

3º) O que devem eles fazer ou não fazer, pensar ou sentir? Que conselhos lhes poderia dar?

4º) Precisa de alguma coisa deles? O que é que eles necessitam fazer para que você seja feliz?

5º) O que pensa deles? Faça uma lista.


6º) O que não deseja tornar a sentir com essa pessoa?

Se fizer este pequeno exercício e tiver a honestidade de responder a ele como deve ser, não será difícil de constatar que ninguém – e nem nada – tem o poder de lhe magoar. Para sua alegria, esse é um trabalho totalmente seu.


Sites de Referência: The Work of Byron Katie


ADeus, crítico interno – olá, treinador interno!

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