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Quem sabe num dia qualquer gente se esbarra…

Quem sabe num dia qualquer de dezembro a gente não se esbarra,  você me apresenta o amor da sua vida e eu te mostro o meu. Posso preparar um suco enquanto você recita poemas do amado Quintana em italiano e a gente brinda essas voltas bonitas que a vida dá.



Eu sinto a tua falta o ano inteiro. Mas, é em dezembro que a saudade me derruba. Machuca. Faz o peito sangrar.

As chuvas de dezembro tem o teu cheiro e o último dia do ano tem a cor do teu sorriso. Eu não queria ferir o teu coração.

Não queria tirar a tua fome; sono; vontade de viver. Machucar você  foi como despedaçar o meu próprio coração com as mãos. As minhas madrugadas foram longas, tristes e salgadas.


Mas, eu não podia continuar regando em você um amor que não florescia aqui dentro. Um sentimento que não cabia em mim. Eu não podia aceitar o teu coração, porque eu não estava disposta a te entregar o meu.

Prolongar a despedida era injusto demais com você. Era desperdício de tempo e sentimento. Era te prender à toa. Eu não achava sincero te dar só carinho, enquanto você me lambuzava de amor – não era pra virar amor.

Toda vez que lembro de você, eu sinto muito – sinto gratidão, carinho e uma falta sem fim. Nada me dói mais do que não tê-lo em minha vida. Você não imagina o quanto eu queria saber a tua opinião sobre a política que vivemos; o quanto eu queria te recitar um poema e receber um sorrisão daqueles que livra o mundo do mal.

Quando eu te pedi pra ir, meu coração gritava pra você ficar. Mas eu só podia te oferecer afeto, e você precisava encontrar alguém que te desse amor – e eu soube que você encontrou.


Quem sabe num dia qualquer de dezembro a gente não se esbarra,  você me apresenta o amor da sua vida e eu te mostro o meu. Posso preparar um suco enquanto você recita poemas do amado Quintana em italiano e a gente brinda essas voltas bonitas que a vida dá.

Título Original: Pena que virou amor.

“somos seres espirituais vivendo uma experiência terrena…”

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