Quem você quer agredir com suas dores e seus fracassos?

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Pense nisso!

Há muita gente por aí sofrendo em silêncio. Há também quem solta ao vento todas as suas preocupações, problemas, questões mal resolvidas. Tem gente que sempre põe em destaque sua cara fechada ao invés de um sorriso. Se bem que há tantos sorrisos mascarados.



Nós temos consciência da possibilidade de transmutar um pensamento, de substituí-lo sem necessidade de poderes paranormais, sem tanto esforço, mas com uma dose de persistência, não insistência, calma e espera. Os resultados aparecem sim.

Depois de enraizados, sentimentos negativos, traumas, frustrações levam um tempo para serem trabalhados, amenizados transformados em lições e aprendizados, mas o ser humano adora arrastar uma dor.

Quando tudo já passou, ficou numa outra página, quando pensamos em recomeços, é recomeço de verdade.

Não dá para apagar fatos, situações que nos aconteceram, simplesmente, mas é possível lidar de forma mais natural, sem precisar remoer e reviver com detalhes tudo o que passou por dias, meses, anos a fio. E olha que tem coisas que nós mesmos aumentamos para nos fazer de coitadinhos.


Se de repente, uma lembrança que incomoda nos vem à tona, por que não tomamos coragem e questionamos quem desejamos agredir com nossos pensamentos, ações, com nosso vitimismo, neuras, palavras?

Quem precisa se sentir mal, menor, culpado pelo que não deu certo? Os pais, filhos, namorados, as ex, colegas de trabalho, o chefe, os amigos, você mesmo? Quem?

Não temos a fórmula da felicidade, temos maneiras de buscar a paz, a reconciliação dentro de nós mesmos através da aceitação de que nem tudo é como planejamos, que há todo um mundo que interfere e que temos que lidar com isso sem tanto estresse.


Preste atenção. Se você se sente bem falando ou fazendo algo para que o outro fique mal, acreditando ser ou fazer parte de uma culpa que você criou, você está usando o seu ego, seu eu inferior para se sentir bem em detrimento da felicidade da outra pessoa.

Quando a não aceitação de coisas que aconteceram conosco, que alteraram o nosso percurso, mudam o rumo corroem nossa alma, precisamos parar.

Por que isto é tão importante? Por que esta vontade de sentir pena de nós mesmos? E cadê o controle da situação?

Agindo desta forma permitimos que o externo determine como devemos nos sentir e que o passado conduza nossa vida. Adversidades existem a todo momento para todo mundo. Nós as atraímos mesmo sem saber. E cabe a nós mesmo buscar mecanismos de reverter nosso estado de espírito diante dos acontecimentos.

Respirar fundo, resolver internamente estas pendências sem birra. Num primeiro momento choro, desespero, raiva, angústia. Depois é absorver a questão, abstrair, lidar com sabedoria. Reler seus livros preferidos, rever vídeos, reforçar as orações, meditar mais, sair, conversar mais sobre outras coisas com as pessoas. Fazer mais as coisas que gostamos.

Tem gente que quer ser feliz, quer viver em paz, mas permite que pensamentos, sentimentos, pessoas que as ferem continuem por perto, insistindo para ficar, machucando. É aquele masoquismo bobo que muitas vezes quer chamar atenção. E chama.

Há quem perceba, chegue, ajude, mas tenha que ir embora. E a pessoa continua ali, naquela energia ruim, puxando outras pessoas para fazerem parte desta energia. Não vamos ser felizes quando tudo estiver resolvido, quando todos os que amamos estiverem bem e quando as coisas funcionarem exatamente como determinamos.

Conseguimos sentir essa tal felicidade mesmo quando nem tudo está onde acreditamos que devesse estar. Se a vida parece vazia e sem graça, não culpe os outros e nem se faça de coitado.

É permitido ficar triste, frustrar-se, não aceitar, mas não há motivos para arrastar este vazio como uma desculpa e trazer os outros para o seu mundo de insatisfação.

Cada um tem sua própria história para escrever. E não dá para perder tempo.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens/sergiophoto.

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